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Reprodução/SPFC
O São Paulo Futebol Clube rescindiu o contrato com o médico-nutrólogo Eduardo Rauen, responsável pelo departamento TechFoot desde junho. A decisão ocorreu após novas denúncias sobre o uso de canetas emagrecedoras em atletas do clube, adquiridas de fornecedor não autorizado pela Anvisa e por valores acima do mercado.
A primeira reportagem revelando o uso das canetas foi veiculada na semana passada pelo portal Uol. Na ocasião, o clube alegou que os casos se restringiam a dois atletas e optou por manter Rauen no cargo. No entanto, uma nova apuração do Uol revelou que os medicamentos utilizados vinham de um fornecedor sem autorização legal para operar no Brasil. Além disso, o clube pagava cerca de 20% a mais do que o valor médio de mercado pelas canetas, o que agravou a crise.
Com a situação considerada insustentável, o São Paulo e o médico decidiram pela rescisão contratual. O episódio marca mais um capítulo conturbado do clube em 2025.
Paralelamente, uma sindicância interna foi aberta para apurar outra crise: a possível irregularidade na distribuição de ingressos para os camarotes da presidência. Márcio Calomagno, que teve seu nome citado em gravações envolvendo os ex-diretores Douglas Schwartzman e Mara Casares, afirma que permanece no cargo e nega qualquer envolvimento direto no caso.
Mara Casares e Douglas Schwartzman já se afastaram oficialmente de suas funções. As investigações internas seguem em andamento, ampliando a instabilidade nos bastidores do clube paulista, que vive um ano marcado por escândalos administrativos e pressões políticas.
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