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Sobe para seis o número de mortos após tornado no Paraná

Cinco das vítimas são de Rio Bonito do Iguaçu, onde o governo decretou calamidade pública

Por Redação
REDAÇÃO

08/11/2025 • 10:27 • Atualizado em 08/11/2025 • 10:27

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Reprodução/Band

O governo do Paraná confirmou, na manhã deste sábado (8), que subiu para seis o número de mortos em decorrência do tornado que atingiu o estado entre sexta-feira (7) e sábado. Cinco das vítimas fatais são de Rio Bonito do Iguaçu, cidade mais devastada pela tragédia, e uma de Guarapuava. Em Rio Bonito, foram três homens, de 49, 57 e 83 anos, e duas mulheres, de 47 e 14 anos. A vítima de Guarapuava é um homem de 53 anos.

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As equipes de resgate ainda buscam por uma pessoa desaparecida, enquanto outras duas que estavam nessa condição foram encontradas com vida. O número de desaparecidos, no entanto, pode aumentar, já que as forças de salvamento continuam recebendo informações de familiares. A operação de socorro mobiliza 53 bombeiros apenas em Rio Bonito do Iguaçu, epicentro da destruição.

Hospitais em Laranjeiras do Sul, Guarapuava e Cascavel foram mobilizados para atender ao grande número de vítimas, que já chega a 437 pessoas. Todas que estavam em áreas visíveis e acessíveis receberam atendimento médico inicial. Nove feridos estão em estado grave, e alguns precisaram passar por cirurgias de emergência.

Estado de calamidade

O governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, decretou estado de calamidade pública em Rio Bonito do Iguaçu. A medida, segundo ele, visa agilizar o envio de recursos e a implementação de ações emergenciais para socorrer a população e reconstruir a cidade. O tornado, classificado como categoria F2 na escala Fujita, atingiu o município com ventos de até 250 km/h na noite de sexta-feira, deixando um rastro de destruição.

Ratinho Junior, que sobrevoou a área atingida na manhã deste sábado, afirmou que toda a cidade foi destruída. Ele está acompanhado de secretários de estado e do comando da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para coordenar os trabalhos de perto. As operações de busca e salvamento continuam, com foco em estruturas que colapsaram e áreas de difícil acesso. Um hospital de campanha foi montado para auxiliar no atendimento dos desabrigados.

Para garantir a segurança e evitar saques, a Polícia Militar do Paraná (PMPR) reforçou o policiamento na região e estabeleceu um posto de comando em um posto de combustíveis, que também funciona como heliponto improvisado em um campo de futebol. Segundo o governador, alguns moradores relutam em deixar suas casas por medo de furtos.

A Defesa Civil do Paraná já enviou um grande volume de ajuda humanitária, incluindo 2.600 telhas, 1.200 cestas básicas, 565 colchões e centenas de kits de higiene e limpeza. A instituição orienta, no entanto, que a população e outras instituições não enviem doações neste primeiro momento, até que as necessidades mais urgentes sejam levantadas em parceria com a prefeitura. Canais oficiais serão usados para informar sobre como e onde doar. Além disso, o Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) enviaram milhares de insumos e medicamentos, como soro, ataduras, seringas e agulhas, para dar suporte aos hospitais da região.