
Celular
Tânia Rêgo/Agência Brasil
O governo de São Paulo realizou mais uma etapa de devolução de celulares roubados ou furtados, com a restituição de 380 aparelhos a seus proprietários. A ação faz parte de um programa estadual que utiliza o número de série dos dispositivos para rastrear os equipamentos e identificar novos usuários que possam ter adquirido os aparelhos de forma irregular.
A iniciativa tem como base um modelo já aplicado anteriormente em outros estados, como o Piauí, e vem sendo adaptada para a realidade paulista. Por meio do sistema, a polícia cruza dados e envia notificações aos atuais portadores dos celulares, informando que o aparelho tem origem criminosa e deve ser devolvido.
Resultados e desafios do programa
Desde a criação do programa, chamado SP Mobile, cerca de 22 mil aparelhos foram recuperados em todo o estado. Deste total, aproximadamente 7.100 já foram devolvidos aos donos originais, o que representa pouco mais de um terço dos celulares localizados.
Apesar do avanço, a diferença entre o número de aparelhos recuperados e os efetivamente devolvidos ainda é um desafio para as autoridades. A devolução depende da identificação correta do proprietário e da formalização do registro da ocorrência, o que reforça a importância do boletim de ocorrência no momento do crime.
Importância do registro e combate à receptação
A Secretaria da Segurança Pública destaca que o registro do boletim de ocorrência é fundamental para o funcionamento do sistema. É a partir dessas informações que os investigadores conseguem vincular o aparelho recuperado à vítima e dar andamento ao processo de restituição.
Além disso, o programa também atua no combate à receptação, já que a notificação aos atuais usuários alerta para a ilegalidade da posse do aparelho, desestimulando a compra de produtos de origem duvidosa.
Integração nacional deve ampliar resultados
Uma nova etapa da estratégia envolve a integração entre estados brasileiros. Um banco de dados nacional já está em funcionamento e deve permitir o rastreamento de aparelhos que são roubados em um estado e revendidos em outro, prática comum no mercado ilegal.
Com essa articulação nacional, a expectativa é aumentar significativamente o número de celulares devolvidos às vítimas, tornando o sistema mais eficiente e ampliando o alcance das investigações.
A iniciativa reforça o esforço das autoridades em reduzir os impactos de furtos e roubos de celulares, crimes recorrentes nos grandes centros urbanos, e em garantir a recuperação de bens para os cidadãos.
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