
Toffoli
ASCOM/STF
O Supremo Tribunal Federal está dividido sobre como agir diante do pedido da Polícia Federal para que o ministro Dias Toffoli seja declarado suspeito no caso envolvendo o Banco Master.
A informação foi apurada pela Band Brasília. Segundo interlocutores, a Corte se divide em três grupos.
Uma ala entende que a situação se tornou insustentável e que Toffoli deveria se declarar suspeito para preservar a própria imagem e a do tribunal.
Um segundo grupo avalia que o STF não pode demonstrar fragilidade diante de pressões externas e defende que o ministro permaneça na relatoria ao menos até a conclusão do relatório da Polícia Federal, prevista para março.
Já um terceiro grupo considera que a solução deve partir do presidente da Corte, ministro Edson Fachin, por meio de uma saída institucional que inclua ouvir Toffoli e os demais ministros antes de qualquer decisão. A avaliação é que uma medida unilateral poderia aprofundar divisões internas.
O impasse ocorre após a Polícia Federal pedir formalmente a suspeição de Toffoli, com base em mensagens encontradas no celular e no armazenamento em nuvem do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo as investigações, há registros de conversas desde 2021, incluindo menções diretas ao ministro e referências a supostos pagamentos.
O conteúdo foi encaminhado ao presidente do STF. A colunista Mônica Bergamo informou que Toffoli teria recebido valores da empresa Meredith, que vendeu participação no resort Tayayá, em 2021, para um fundo ligado ao Banco Master.
O ministro afirmou a interlocutores que é sócio da empresa familiar há anos e que as transferências foram lícitas, declaradas à Receita Federal e com origem rastreável. Segundo a defesa, o pedido da PF se baseia em “ilações” e o órgão não teria legitimidade para requerer a suspeição, por não ser parte no processo.
Nos bastidores, a expectativa é de que Edson Fachin convoque uma sessão interna para discutir o tema com os demais ministros.
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