Taxistas de São Paulo pedem à Prefeitura a liberação do uso de película antivandalismo escura para circulação nos corredores exclusivos de ônibus. A reivindicação é do sindicato dos taxistas autônomos e envolve regras criadas por uma lei municipal de 2021 e por uma portaria publicada em 2025. Atualmente, os táxis podem utilizar película antivandalismo, mas apenas transparente se quiserem circular nos corredores de ônibus. Caso o veículo tenha película escura, o taxista precisa trafegar fora dessas faixas exclusivas.
A restrição ocorre porque os táxis só podem usar os corredores quando estão transportando passageiros. Segundo a Prefeitura, a película escura dificulta a fiscalização, já que os agentes do Departamento de Transportes Públicos (DTP) precisam verificar visualmente se há alguém dentro do veículo.
Para o sindicato da categoria, a regra acaba expondo motoristas e passageiros a crimes. A liderança da entidade afirma que muitos clientes utilizam o trajeto para trabalhar no carro, usando celular ou computador, e ficam vulneráveis quando o interior do veículo é facilmente visível.
A categoria propõe duas alternativas: permitir o uso da película escura dentro dos corredores, respeitando os limites previstos na legislação nacional, ou liberar os táxis para circularem nesses espaços com ou sem passageiros.
Em nota, a Prefeitura de São Paulo informou que a autorização para película antivandalismo transparente já foi concedida em 2025 após reivindicações da categoria. Segundo a administração municipal, películas escuras dificultam a identificação pelos fiscais e o cumprimento das regras de circulação nos corredores exclusivos.
Já a Secretaria da Segurança Pública do estado afirmou que realiza ações para combater crimes contra motoristas e passageiros e que reforçou o policiamento em áreas de grande circulação da cidade. Entretanto, não comentou especificamente os ataques a veículos em semáforos ou congestionamentos.


