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Temer sobre negociações do projeto de anistia: ‘Estou propondo a pacificação do país’

Ex-presidente da República concedeu entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira

Da redação
DA REDAÇÃO

22/09/2025 • 08:56 • Atualizado em 22/09/2025 • 08:56

Resumo

Temer propôs a pacificação do Brasil ao discutir um projeto de anistia, visando o diálogo entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário para evitar conflitos e garantir a constitucionalidade de qualquer decisão.

O ex-presidente enfatizou a importância do diálogo prévio com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Executivo ao tratar do projeto de anistia, alertando sobre o risco de inconstitucionalidade se o texto não for acordado com todos os poderes envolvidos.

Temer foi convidado a participar das negociações por Hugo Motta, presidente da Câmara, após nomear o deputado Paulinho da Força como relator do projeto, destacando a necessidade de um pacto nacional para a aprovação de medidas relacionadas à anistia ou redosagem de penas.

O ex-presidente Michel Temer declarou em entrevista ao Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes, nesta segunda-feira (22), que está propondo a pacificação do país com as negociações do projeto de anistia.

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“Vejo alguns bolsonaristas dizendo que ‘o Temer está propondo que não haja anistia’. Eu não estou propondo coisa nenhuma. Estou propondo que haja uma pacificação no país”, declarou o ex-presidente da República.

Para Michel Temer, o caminho do meio entre os apoiadores de Jair Bolsonaro e de oposição é o diálogo entre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.

À Rádio Bandeirantes, o ex-presidente confirmou que só entrou na discussão do projeto porque o presidente da Câmara, Hugo Motta, ligou para ele, disse que havia nomeado o deputado Paulinho da Força como relator do projeto e pediu que o parlamentar o procurasse.

“Quando ele me procurou, disse: ‘É preciso tomar muito cuidado, porque, se aprovar um texto que não seja pré-dialogado com o STF e com o Executivo, essa matéria vai parar no Supremo e será declarado inconstitucional’. Ou seja, mais uma vez, um conflito entre os órgãos do poder”, afirmou Michel Temer.

“Eu disse que o melhor era fazer um pacto. Procurem as pessoas, conversem, para que aquilo que vier a ser aprovado - seja a redosagem das penas ou anistia”.

“Se, em dado momento, surgir a tese de uma anistia mais ampla ou menos ampla, muito bem, que seja a anistia. Se não surgir, que seja a redosagem das penas. O que é preciso é dialogar. O caminho do meio é o mais óbvio: que os poderes dialoguem entre si”, completou o ex-presidente.

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