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Reprodução
O governo do Estado de São Paulo prevê para o dia 22 de dezembro a entrega do primeiro trecho do Rodoanel Norte, entre as rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias. Esta será a primeira parte do último segmento do anel viário a ser finalizado, que vem sendo construído há mais de uma década.
A informação foi apurada pela equipe de jornalismo da Rádio Bandeirantes, que também confirmou a expectativa de um evento oficial para marcar a entrega, com a presença do governador e de secretários estaduais.
Este trecho inicial tem 25 quilômetros e deve trazer impactos significativos ao tráfego da Região Metropolitana de São Paulo. A segunda parte do Rodoanel Norte, entre a Fernão Dias e o sistema Anhanguera-Bandeirantes, segue em obras, com previsão de conclusão no segundo semestre de 2026. Integrantes do governo paulista avaliam que o avanço das obras pode permitir uma antecipação na entrega.
As obras do trecho norte começaram em 2013, mas foram paralisadas em 2018 por problemas ambientais, judiciais e contratuais. A construção foi retomada apenas no ano passado, após alterações no traçado para adequação às exigências ambientais e troca na concessão da obra. Ao todo, o investimento é de R$ 3,4 bilhões.
O trecho norte do Rodoanel incluirá pontes, viadutos e sete túneis, e deve contribuir para a retirada de até 30 mil caminhões por dia da marginal do rio Tietê. A expectativa é que isso alivie o tráfego urbano e melhore a qualidade das viagens, especialmente para motoristas que atualmente precisam utilizar rodovias como a Edgar Máximo Zambotto, que tem trechos sinuosos e mão única.
Com a conclusão do anel viário completo, será possível circular entre as principais rodovias do Estado — como Anhanguera, Bandeirantes, Raposo Tavares e Dutra — sem passar pelas marginais. Isso deve reacender a discussão sobre a ampliação das restrições para caminhões na capital paulista, uma proposta antiga que deve ganhar força com a conclusão do projeto.
A criação de pedágios no novo trecho, no entanto, pode ser um entrave para a adesão dos caminhoneiros, já que o projeto original, concebido há 30 anos, previa rotas gratuitas para incentivar o uso do anel viário. As mudanças nos planos e no volume de veículos ao longo das décadas geram críticas, principalmente diante da sobreposição de cobranças com o IPVA e outras tarifas rodoviárias.
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