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Trump desembarca na China hoje para encontro com Xi Jinping

De chips de IA a Taiwan, passando pela pressão sobre o Irã e uma balança comercial de US$ 300 bilhões, reunião de cúpula em Pequim define os rumos da nova ordem global.

Por Redação
REDAÇÃO

13/05/2026 • 09:27 • Atualizado em 13/05/2026 • 09:27

Trump e Xi Jinping

Trump e Xi Jinping

REUTERS/Kevin Lamarque

O presidente americano, Donald Trump, desembarca hoje na China para uma aguardada reunião de cúpula com o presidente Xi Jinping, um encontro que coloca frente a frente os dois líderes mais poderosos do mundo. A bordo do Air Force One, Trump leva uma poderosa comitiva de executivos, incluindo os CEOs da Apple, Boeing, Nvidia e o bilionário Elon Musk, indicando que a disputa econômica e tecnológica será o prato principal de uma agenda repleta de tensões.

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Os principais pontos que estarão na mesa de negociação são:

1. A Guerra Fria da Inteligência Artificial: A competição pela supremacia tecnológica é o tema mais crítico. Os EUA acusam a China de roubo de propriedade intelectual e proibiram a venda de chips de última geração para o país. Em contrapartida, a China detém o controle do mercado de terras raras, minerais essenciais para a fabricação desses chips, usando essa vantagem como um poderoso trunfo.

2. A Disputa Comercial Bilionária: A guerra comercial iniciada por Trump volta à pauta. O objetivo americano é reverter um déficit comercial que favorece a China em cerca de 300 bilhões de dólares, pressionando Pequim a aumentar a importação de produtos agrícolas e a abrir seu mercado para empresas americanas.

3. O Jogo Geopolítico do Irã: Embora Trump tenha dito que o Irã não é a prioridade, nos bastidores Washington pede que Pequim use sua influência como grande compradora de petróleo iraniano para pressionar Teerã. Contudo, analistas como Emanuel Pessoa apontam que a China se beneficia estrategicamente, pois cada dólar que os EUA gastam em conflitos no Oriente Médio enfraquece seu rival global.

4. Taiwan, o Território Inegociável: A questão de Taiwan é um barril de pólvora. Pequim não abre mão da anexação da ilha, que considera seu território, e exige que os EUA parem de fornecer armas a Taipei. Para os americanos, garantir a autonomia de um dos maiores produtores de semicondutores do mundo é vital.

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