
Trump e Xi Jinping
REUTERS/Kevin Lamarque
Resumo
Reunião entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping será realizada em Pequim na próxima semana, tendo como foco discussões sobre terras raras e comércio internacional, em meio à reorganização das relações comerciais e à disputa estratégica por minerais essenciais.
Encontro recente entre Trump e Luiz Inácio Lula da Silva em Washington abordou investimentos em terras raras, com destaque para a posição brasileira de manter o setor aberto à China, principal parceiro comercial do Brasil e líder global no processamento desses minerais, apesar da pressão americana.
Tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros permanece como principal impasse nas relações bilaterais, com Lula obtendo extensão de 30 dias para resposta às tarifas, enquanto as negociações priorizam o tema em um contexto de relações positivas entre os líderes.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir na próxima semana com o líder chinês Xi Jinping, em Pequim, em meio ao aumento das discussões sobre terras raras e comércio internacional.
O encontro ocorre poucos dias após a reunião entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington, que também abordou o tema e repercutiu na imprensa chinesa.
Reunião entre Lula e Trump repercute na China
O jornal chinês Global Times destacou que Lula reafirmou durante a conversa com Trump que o Brasil permanece aberto a investimentos no setor de terras raras, sem excluir a participação chinesa nas negociações.
Segundo a publicação, o presidente brasileiro resistiu à pressão americana para afastar a China da disputa por investimentos estratégicos relacionados aos minerais considerados essenciais para a indústria tecnológica e energética.
A China é atualmente o principal parceiro comercial do Brasil e ocupa posição dominante na cadeia global de produção e processamento de terras raras.
Encontro na Casa Branca teve clima positivo
De acordo com informações do correspondente da Bandeirantes em Washington, Eduardo Barão, a reunião entre Lula e Trump teve duração superior à inicialmente prevista.
O encontro, programado para cerca de 30 minutos, acabou se transformando em uma conversa de mais de três horas, incluindo almoço entre os presidentes.
As imagens divulgadas pelo governo brasileiro após a reunião indicaram um ambiente considerado positivo entre os dois líderes.
Tarifaço americano segue como impasse
Apesar do clima amistoso, o principal ponto de tensão continua sendo o tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Segundo informações divulgadas após o encontro, Lula conseguiu uma extensão de 30 dias para apresentar ao governo americano uma resposta relacionada às tarifas comerciais.
O tema é tratado como prioridade nas negociações bilaterais entre os dois países.
Viagem à China foi remarcada
A viagem de Donald Trump à China estava inicialmente prevista para março, mas foi adiada em razão do conflito entre Estados Unidos e Irã.
Agora, o encontro entre Trump e Xi Jinping ocorre em um momento de reorganização das relações comerciais internacionais e de disputa estratégica envolvendo minerais considerados fundamentais para setores de tecnologia, energia e defesa.
As terras raras ganharam protagonismo nas discussões geopolíticas recentes por serem utilizadas na produção de baterias, semicondutores, equipamentos eletrônicos e tecnologias militares.
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