
Covid-19
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A escassez de vacinas contra a Covid-19 na rede municipal de São Paulo começou a ser revertida após dias de reclamações de pacientes que não conseguiam se imunizar. Na véspera, a maioria das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da capital estava sem doses disponíveis, tanto para crianças quanto para adultos.
Casos como o da aposentada Miriam Keller, de 60 anos, evidenciaram o problema. Ela relatou que buscava a vacina há mais de uma semana, sem sucesso, mesmo pertencendo ao grupo prioritário, que deve receber o reforço a cada seis meses.
Distribuição avança e cenário começa a mudar
Um dia após a denúncia da falta de imunizantes, o cenário já apresentava melhora significativa. Levantamento feito em unidades da região central apontou que, das dez UBSs que antes estavam desabastecidas, sete já contavam com doses disponíveis.
A própria Miriam Keller conseguiu se vacinar após a regularização parcial do estoque. Segundo relato, a vacina começou a chegar às unidades após a repercussão do problema.
Prefeitura aponta falha no abastecimento
De acordo com o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, a falta de vacinas está relacionada à irregularidade no envio de doses por parte do governo federal. Segundo ele, o município depende do Programa Nacional de Imunizações, responsável pela compra e distribuição dos imunizantes.
Na quarta-feira à noite, a cidade recebeu cerca de 96 mil doses, que começaram a ser distribuídas imediatamente. A expectativa da prefeitura é de que todas as unidades estejam abastecidas em até 48 horas após o recebimento.
Estoque ainda preocupa para próximas semanas
Apesar da normalização momentânea, a prefeitura alerta que o problema pode voltar a ocorrer. Segundo o secretário, o volume recebido é suficiente para aproximadamente 20 dias. Caso não haja nova remessa nesse período, há risco de desabastecimento novamente.
O Ministério da Saúde informou que distribuiu mais de 2 milhões de doses ao país, mas não detalhou a logística de entrega para cada estado e município.
Vacinação segue essencial para grupos de risco
Autoridades de saúde reforçam que a vacinação contra a Covid-19 continua sendo fundamental, especialmente para idosos e pessoas mais vulneráveis. Dados recentes indicam que a doença ainda registra mais mortes do que a influenza em São Paulo.
A orientação é que a população procure as unidades de saúde para manter o esquema vacinal atualizado, principalmente diante da circulação contínua do vírus.
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