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Tânia Rêgo/Agência Brasil
A volta às aulas em São Paulo provocou impacto direto no trânsito da capital nesta segunda-feira. Segundo dados divulgados durante a programação da Rádio Bandeirantes, a cidade registrou aumento de cerca de 45% nos congestionamentos, reflexo do retorno simultâneo de estudantes às escolas públicas, particulares e faculdades.
O movimento marca o início oficial do ano letivo de 2026 para a maior parte dos alunos. Embora algumas instituições tenham retomado as atividades na semana anterior, esta segunda concentrou o retorno da maioria dos estudantes. Somente na rede estadual de ensino, mais de 3 milhões de alunos voltaram às salas de aula em todo o estado.
Além do aumento no fluxo de veículos, o início do ano letivo traz novidades pedagógicas e administrativas. Entre os destaques está a implantação do modelo de escolas cívico-militares na rede estadual paulista. Atualmente, 100 unidades em 89 municípios já funcionam dentro desse formato.
Em entrevista à Rádio Bandeirantes, o secretário-executivo da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Vinícius Neiva, afirmou que o modelo cívico-militar não altera o conteúdo pedagógico. Segundo ele, a principal diferença está na organização do contraturno, com a disciplina de cidadania e civismo, além do apoio de monitores à gestão escolar.
De acordo com o secretário, essas escolas seguem o mesmo currículo das demais unidades da rede estadual. As atividades complementares têm como objetivo reforçar valores como respeito, disciplina e cidadania, sem interferir no conteúdo acadêmico regular. Ele também ressaltou que não há restrições à identidade dos alunos, apenas o cumprimento das regras previstas no regimento escolar.
Outro ponto abordado foi o atraso na entrega de parte dos uniformes escolares. Segundo Vinícius Neiva, o problema ocorreu devido a um processo de aprovação técnica das camisetas fornecidas por empresas contratadas. A expectativa da Secretaria da Educação é que a situação seja totalmente normalizada até o mês de abril, sem prejuízo ao início das aulas.
Além das escolas cívico-militares, a rede estadual ampliou programas pedagógicos em 2026. Entre eles está a expansão do programa de recomposição da aprendizagem, que agora alcança mais de 3 mil escolas. A iniciativa oferece reforço individualizado aos estudantes, com o objetivo de evitar defasagens ao longo da trajetória escolar.
O ensino profissionalizante também foi ampliado, especialmente no ensino médio. Segundo a Secretaria da Educação, o número de matrículas saltou de 30 mil em 2023 para mais de 230 mil neste ano, com a oferta de 11 cursos. As novidades incluem formações nas áreas de educação ambiental e eletroeletrônica.
A meta do governo estadual é preparar os jovens tanto para o ingresso no ensino superior quanto para o mercado de trabalho. Além dos mais de 3 milhões de alunos da rede estadual, cerca de 1 milhão de estudantes da rede municipal também retornaram às aulas, contribuindo para o aumento da circulação na cidade.
Com o fim do período de férias escolares, pais e responsáveis também retomam a rotina de trabalho, o que reforça o impacto no trânsito da capital paulista. A expectativa é que o fluxo intenso de veículos se mantenha elevado nos próximos dias, até a adaptação completa à nova rotina.
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