
Sorvete da Limon’é, sorveteria em Roma, que é o hype do verão
Arquivo pessoal/Flávia Bezerra
Resumo
Sorvete de limão-siciliano gourmetizado torna-se atração em São Paulo. A sorveteria Amalfi, que abriu recentemente na cidade, oferece o sorvete na casca da fruta, seguindo uma tendência popular na Itália desde os anos 80.
Preços e apresentações variam para o sorvete de limão. O produto, que pode ser adquirido na versão mais simples por R$ 20,50, chega a custar R$ 45 com adições luxuosas como folhas de ouro.
Na Itália o produto é vendido por aproximadamente 7 euros. A sorveteria Limon'è, em Roma, oferece variedade de sabores e sugere misturar sabores azedos e doces.
Se você mora em São Paulo e rolou o feed do Instagram ou do TikTok nos últimos dias, é bem possível que tenha sido impactada, ou impactado, por um sorvete de limão servido na casca do limão-siciliano. A versão gourmetizada – e muito instagramável – do sorvetinho de limão é vendida na capital paulista pela Amalfi, sorveteria que chegou na cidade no fim do ano passado e, por ora, possui duas unidades: no (também famoso) Parque do Ibirapuera e no tradicional shopping Pátio Paulista – que, como o próprio nome já indica, está localizado em outro importante ponto da metrópole, a Av. Paulista.
A versão “paulista, meo” deste sorvete sucesso na Itália desde os anos 80 (contamos mais abaixo) é bem parecida com a “irmã” italiana. A Amalfi vende o sorbet, chamada por eles também de granita – que é a versão feita com água –, e o sorvete tradicional feito à base de leite, que, em SP, ganha a possibilidade de finalização com folhas de ouro – desde que você desembolse R$ 45.
Por aqui, tanto o sorvete, quanto o sorbet, não são servidos exclusivamente dentro da casca (a fruta já sem o suco e a polpa) do limão-siciliano. Quem quiser pagar menos, pode optar pelo copinho (a partir de R$ 20,50 no tamanho P com 120 ml) ou casquinha – de mesmo preço. A versão hypada servida no limão sai a partir de R$ 25 na versão P, também 120 ml de sorvete ou sorbet.
Assim como do outro lado do oceano, a Amalfi aposta em bebidas, como sodas italianas (a partir de R$ 22) e limonada, que pode ganhar toque italiano com uma dose de Aperol (aperitivo italiano de laranja-azeda, genciana, ruibarbo e quinquina) por R$ 25.
Essa repórter que vos escreve (ainda) não provou a versão abrasileirada deste clássico da Costa Amalfitana e Sorento, que faz sucesso desde os anos 80, mas degustou o doce na Itália este ano. No verão europeu 2025, a sorveteria Limon’è acumulava filas e filas em suas unidades de Roma e Veneza. Só na capital italiana são 10 unidades – três delas próximas à Fontana de Trevi, um dos cartões postais do país.
Por lá, quem entra na loja pode provar (de graça) um copinho de Limoncello, o licor de limão. E além dos gelatos, é possível comprar massas, biscoitos, geleias e até produtos de beleza e aromatizador para casa – tudo, é claro, com sabor ou aroma da fruta. Cerâmicas com ilustrações do limão-siciliano também podem ser adquiridas por alguns (vários) euros.
Falando em euro, aliás, o gelato servido na casca do limão-siciliano tem preço “salgadinho”: 7 euros, cerca de 45 reais. O que foi observado este ano, em Roma, é que a maior parte das sorveterias vendem gelatos, em média, por 3 euros.
Na Limon’è o tamanho é único (veja a foto no início do texto) e é possível, porém, escolher dois sabores dentre as opções disponíveis, as quais incluem sorbet 100% de limão (tem que gostar de azedo, viu?) e a versão com manjericão; Limoncello (feita com o licor); creme de limão (mais docinho, ufa!); tiramisù de limão; cheesecake de limão, etc.
Por lá, as atendentes sugerem sempre mesclar uma bola da versão azeda, com uma opção mais adocicada. Mesmo assim, o sabor é ressaltado pelo “azedume”, uma vez que as casquinhas de limão viram potinhos assim que saem da máquina de espremer suco: cheias de gominhos e um restinho de limão puro.
Vale o hype? Depende do seu amor pela fruta. Na Itália, é possível encontrar sorvetes tão gostosos quanto os da Limon'è – e por metade do preço. Mas, como diria a máxima popular: “quem converte, não se diverte”.
Por fim, fica outra dica: na Itália, quem pedir a versão granita – na Limon’è ou qualquer outra sorveteria por lá –, vai receber algo mais parecido com a raspadinha aqui no Brasil.
