De São Gonçalo para o mundo: Vinícius Júnior, que nasceu e passou a infância no bairro de Mutuá, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio, não demorou para levar seu talento para fora do Brasil. Aos seis anos, o jogador já se destacava na escolinha da região.
“A gente que conhece o Vinícius desde pequeno, sempre acreditou e sempre confiou. Ele não tem problema com finalização, foi artilheiro em todas as categorias de base do Flamengo”, relembra Cacau, seu primeiro treinador.
Aprovado com apenas dez anos em um teste no Ninho do Urubu, no Flamengo, Vini Jr. se dividia entre os treinos e as aulas. O treinador Thiago Ribeiro Garcia pôde presenciar seu sucesso já no início da carreira.
“A gente teve que incluir ele no treinamento dos maiores, porque na faixa etária dele ele conseguia se destacar de uma forma absurda. Colocamos em uma categoria superior, e mesmo em uma categoria acima ele ainda sobrava”, disse.
Com 16 anos, Vini Jr. estreou no profissional do Flamengo. Pouco depois foi anunciada sua transferência para o Real Madrid por 45 milhões de euros, o que só aconteceu quando ele completou 18 anos.
Desde que chegou ao clube espanhol, o jogador enfrentou diversos casos de racismo nos jogos. Pelo menos dez deles geraram processos. Três foram arquivados, e os demais seguem na justiça. Nenhum clube teve qualquer punição pelos atos.
Mas Vini Jr. sempre soube que teria que vencer batalhas fora de campo. Em 2021, criou o Instituto Vini Jr., que treina professores da rede pública para serem educadores antirracistas. E, no que depender dele, a base antirracista das próximas gerações vem forte.
*Sob supervisão de Christiano Pinho.
Confira a reportagem completa no vídeo.
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