Sala Digital

Chip da beleza atrai buscas por polêmicas e restrições da Anvisa

Procedimento para fins estéticos foi proibido em outubro do ano passado

Luccas Balacci
LUCCAS BALACCI

17/05/2025 • 16:28 • Atualizado em 17/05/2025 • 16:28

A saúde da mulher é muito abrangente, mas uma discussão que levanta muitas buscas no Google nos últimos anos é a pressão estética. O Brasil é um dos países que mais faz procedimentos no mundo – sejam eles cirúrgicos ou não. Nos últimos anos, um tipo de implante hormonal com grandes promessas (e grandes riscos) chamou a atenção no país.

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O “chip da beleza”, implante de gestrinona, ganhou notoriedade pelas promessas de perda de gordura e ganho de massa muscular. Segundo a Sala Digital, parceria entre a Band e o Google, O interesse de buscas pelo procedimento começou a crescer entre 2020 e 2022. Em abril de 2023, o relato da cantora e influenciadora digital Flay sobre efeitos colaterais do procedimento gerou um pico histórico pelo tema: “Destruiu minha pele. Agora não tem mais espinhas, estão só algumas manchinhas e eu estou tratando."

Em outubro do ano passado, outra alta no interesse de buscas: a Anvisa proibiu a manipulação, comercialização, propaganda e uso do “chip da beleza" em todo o país. No mês seguinte, um recuo, liberando o uso para fins terapêuticos – o hormônio gestrinona é usado para controlar sintomas da endometriose, menstruação excessiva, menopausa e tensão pré-menstrual.

Os dados foram apresentados o programa Viver Melhor, da BandNews TV. De acordo com a endocrinologista Luciana Audi, do Hospital Sírio-Libanês e ICESP (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), não há respaldo das sociedades médicas para o uso estético do procedimento que, além de gestrinona, pode contar com testosterona ou oxandrolona. “Muitas vezes a mulher acaba usando doses altas de testosterona, o que o corpo feminino não está preparado para tolerar. Isso pode gerar alterações cardiovasculares, hepáticas e trazer mais riscos do que benefícios.”

Já a ginecologista Silvana Chedid, do Hospital Sírio-Libanês, ressaltou que o uso médico de hormônios, como o alívio da menopausa, traz benefícios às mulheres. "A reposição hormonal na menopausa é algo totalmente distinto. Ela deve ser indicada por um médico e traz inúmeros benefícios: melhora os calores, o sono, a lubrificação vaginal e até previne perda óssea”, explicou. “É um tratamento seguro, desde que feito de forma individualizada e com acompanhamento médico.”

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