Alopecia areata x androgenética: entenda a diferença após casos de famosas
Casos de Karina Lucco e Maiara ajudam a entender diferenças, causas e tratamentos dos principais tipos de alopecia

Casos recentes de queda de cabelo chamaram atenção para diferentes tipos de alopecia. A educadora física Karina Lucco raspou a cabeça após perder mais de 50% dos fios por causa da alopecia areata. Já a cantora Maiara, irmã de Maraisa, revelou conviver com a alopecia androgenética, tipo mais comum de calvície.
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Apesar de ambas causarem queda de cabelo, as duas condições têm origens, sintomas e tratamentos bastante diferentes.
Origem da doença
A principal diferença está na causa.
A alopecia areata é uma doença autoimune. O sistema imunológico ataca os folículos pilosos, interrompendo temporariamente o crescimento dos fios.
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Já a alopecia androgenética tem origem genética e hormonal. Ela ocorre devido à sensibilidade dos folículos ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT), o que leva à miniaturização progressiva dos fios.
Como identificar cada tipo
Os sinais clínicos ajudam a diferenciar as condições.
Na alopecia areata:
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- a queda é repentina;
- surgem falhas arredondadas e bem delimitadas;
- a pele fica lisa nas áreas afetadas;
- pode haver episódios de queda e repilação.
Na alopecia androgenética:
- a perda é lenta e contínua;
- os fios ficam progressivamente mais finos;
- homens apresentam entradas e falhas no topo da cabeça;
- mulheres têm rarefação difusa, geralmente no topo, com preservação da linha frontal.
Evolução e prognóstico
A alopecia areata tem evolução imprevisível. Em alguns casos, os fios voltam a crescer espontaneamente; em outros, pode haver progressão para quadros mais extensos.
Já a alopecia androgenética é progressiva e permanente. Sem tratamento, a tendência é de piora gradual ao longo dos anos.
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Tratamentos disponíveis
As abordagens variam conforme o tipo.
Na alopecia areata, o foco é controlar a resposta imunológica. Corticoides e, mais recentemente, inibidores de JAK são utilizados, principalmente em casos moderados a graves.
Na alopecia androgenética, o objetivo é estimular o crescimento e bloquear a ação hormonal. Os principais tratamentos incluem minoxidil (tópico ou oral) e medicamentos como finasterida e dutasterida.
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Importância do diagnóstico correto
Embora pareçam semelhantes à primeira vista, as duas condições exigem tratamentos diferentes. Por isso, especialistas recomendam procurar um dermatologista ao notar sinais de queda de cabelo.
Casos como os de Karina Lucco e Maiara ajudam a ampliar a conscientização sobre o tema e mostram que identificar corretamente o tipo de alopecia é fundamental para um tratamento eficaz.
