Saúde

Mãe de Lucas Lucco raspa cabelo após alopecia areata severa; entenda doença

Karina Lucco perdeu mais de 50% dos fios, raspou a cabeça e trouxe atenção para os sintomas, causas e tratamentos da alopecia areata

Da redação
DA REDAÇÃO

20/03/2026 • 16:14 • Atualizado em 20/03/2026 • 16:14

Karina Lucco

Karina Lucco

Reprodução/Instagram/karinalucco

Resumo

A decisão de raspar a cabeça tomada por Karina Lucco, após perda de mais de 50% dos fios devido à alopecia areata, trouxe atenção à doença e ao impacto emocional vivido pela educadora física de 49 anos, mãe do cantor Lucas Lucco.

A alopecia areata, doença autoimune que afeta cerca de 2% da população mundial, provoca queda de cabelo em placas, podendo evoluir para perda extensa, alterações nas unhas e episódios recorrentes de queda e crescimento dos fios, com evolução imprevisível.

O tratamento varia conforme a gravidade, incluindo corticoides e, em casos graves, inibidores de JAK, sem cura definitiva, com foco em controlar a doença, estimular o crescimento dos fios e reduzir o impacto psicológico, ressaltando a importância do suporte emocional e do debate sobre diagnóstico precoce.

A decisão de raspar a cabeça tomada por Karina Lucco, após perder mais de 50% dos fios, trouxe visibilidade a uma condição ainda pouco compreendida: a alopecia areata. A educadora física, de 49 anos, relatou nas redes sociais que já vinha em tratamento, mas optou por uma nova abordagem diante da progressão do quadro.

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“Quando cheguei ao Instituto Carlesso, já estava com mais de 50% do couro cabeludo acometido pela alopecia areata. [...] Trocar o caminho também faz parte do processo”, escreveu. Em outro trecho, destacou o impacto emocional da doença: “Nunca foi só sobre cabelo. Sempre foi sobre quem eu escolho ser em cada fase.”

Karina é mãe do cantor Lucas Lucco e decidiu assumir publicamente a condição ao mostrar o novo visual. Segundo especialistas, casos com perda superior a 50% dos fios são considerados graves e exigem acompanhamento médico mais rigoroso.

O que é alopecia areata

A alopecia areata é uma doença autoimune crônica em que o sistema imunológico passa a atacar os folículos pilosos — estruturas responsáveis pelo crescimento do cabelo. Apesar da queda repentina, os folículos não são destruídos permanentemente, o que permite a possibilidade de crescimento dos fios ao longo do tempo.

A condição pode atingir cerca de 2% da população mundial em algum momento da vida e costuma surgir antes dos 40 anos, sem distinção de gênero ou raça.

Sintomas e evolução

O principal sinal da doença é a queda de cabelo em áreas arredondadas, formando “placas” sem fios no couro cabeludo ou em outras partes do corpo. Em quadros mais avançados, como o de Karina, a perda pode ser extensa.

Outros sintomas incluem:

  • alterações nas unhas, como pequenas depressões;
  • sensação de formigamento ou ardência antes da queda;
  • episódios recorrentes de perda e crescimento dos fios.

A evolução é imprevisível: alguns pacientes apresentam recuperação espontânea, enquanto outros enfrentam ciclos prolongados ou formas mais severas.

Causas e gatilhos

Embora a origem seja autoimune, a alopecia areata é considerada multifatorial. Há influência genética e possíveis gatilhos ambientais. O estresse emocional, por exemplo, é frequentemente associado ao início ou agravamento da condição, mas não é considerado a causa única.

Tratamentos e avanços recentes

O tratamento varia conforme a gravidade do caso. Em quadros leves, o uso de corticoides — especialmente injetáveis no couro cabeludo — ainda é uma das principais abordagens.

Já nos casos moderados a graves, como o de Karina, novas terapias têm ganhado destaque. Entre elas estão os chamados inibidores de JAK, medicamentos que atuam diretamente na resposta imunológica e têm mostrado resultados promissores na repilação.

Diretrizes recentes da Sociedade Brasileira de Dermatologia passaram a incorporar essas terapias como opção para pacientes com maior comprometimento do couro cabeludo.

Apesar dos avanços, especialistas destacam que não há cura definitiva. O objetivo do tratamento é controlar a doença, estimular o crescimento dos fios e reduzir o impacto psicológico.

Impacto além da estética

O relato de Karina Lucco evidencia que a alopecia vai além da aparência. A perda de cabelo pode afetar autoestima, identidade e saúde mental.

Ao compartilhar sua experiência, ela reforça uma mensagem comum entre pacientes: o enfrentamento da doença passa também pela aceitação e pelo suporte emocional.

“Eu preciso — e eu escolho — estar forte para enfrentar esse momento”, escreveu.

Casos como o dela ajudam a ampliar o debate sobre a alopecia areata e a importância do diagnóstico precoce, acompanhamento especializado e acesso a tratamentos atualizados.

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