Saúde

Alopecia areata x androgenética: entenda a diferença após casos de famosas

Casos de Karina Lucco e Maiara ajudam a entender diferenças, causas e tratamentos dos principais tipos de alopecia

2 min

20/03/2026 16:34 • Atualizado há 219 dias

Alopecia areata x androgenética: entenda a diferença após casos de famosas

Casos recentes de queda de cabelo chamaram atenção para diferentes tipos de alopecia. A educadora física Karina Lucco raspou a cabeça após perder mais de 50% dos fios por causa da alopecia areata. Já a cantora Maiara, irmã de Maraisa, revelou conviver com a alopecia androgenética, tipo mais comum de calvície.

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Apesar de ambas causarem queda de cabelo, as duas condições têm origens, sintomas e tratamentos bastante diferentes.

Origem da doença

A principal diferença está na causa.

A alopecia areata é uma doença autoimune. O sistema imunológico ataca os folículos pilosos, interrompendo temporariamente o crescimento dos fios.

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Já a alopecia androgenética tem origem genética e hormonal. Ela ocorre devido à sensibilidade dos folículos ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT), o que leva à miniaturização progressiva dos fios.

Como identificar cada tipo

Os sinais clínicos ajudam a diferenciar as condições.

Na alopecia areata:

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  • a queda é repentina;
  • surgem falhas arredondadas e bem delimitadas;
  • a pele fica lisa nas áreas afetadas;
  • pode haver episódios de queda e repilação.

Na alopecia androgenética:

  • a perda é lenta e contínua;
  • os fios ficam progressivamente mais finos;
  • homens apresentam entradas e falhas no topo da cabeça;
  • mulheres têm rarefação difusa, geralmente no topo, com preservação da linha frontal.

Evolução e prognóstico

A alopecia areata tem evolução imprevisível. Em alguns casos, os fios voltam a crescer espontaneamente; em outros, pode haver progressão para quadros mais extensos.

Já a alopecia androgenética é progressiva e permanente. Sem tratamento, a tendência é de piora gradual ao longo dos anos.

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Tratamentos disponíveis

As abordagens variam conforme o tipo.

Na alopecia areata, o foco é controlar a resposta imunológica. Corticoides e, mais recentemente, inibidores de JAK são utilizados, principalmente em casos moderados a graves.

Na alopecia androgenética, o objetivo é estimular o crescimento e bloquear a ação hormonal. Os principais tratamentos incluem minoxidil (tópico ou oral) e medicamentos como finasterida e dutasterida.

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Importância do diagnóstico correto

Embora pareçam semelhantes à primeira vista, as duas condições exigem tratamentos diferentes. Por isso, especialistas recomendam procurar um dermatologista ao notar sinais de queda de cabelo.

Casos como os de Karina Lucco e Maiara ajudam a ampliar a conscientização sobre o tema e mostram que identificar corretamente o tipo de alopecia é fundamental para um tratamento eficaz.

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