
Karina Lucco e Maiara
Reprodução/Instagram/karinalucco/maiara
Resumo
Casos recentes de queda de cabelo, como os de Karina Lucco e Maiara, destacaram os diferentes tipos de alopecia, sendo a alopecia areata uma doença autoimune com quedas súbitas em falhas arredondadas, e a alopecia androgenética, de origem genética e hormonal, com perda lenta e progressiva dos fios.
Diferenças entre as condições incluem causas, sintomas e evolução, pois a alopecia areata pode ter repilação espontânea e evolução imprevisível, enquanto a androgenética é permanente e tende à piora gradual se não tratada.
Tratamentos variam conforme o diagnóstico, com corticoides e inibidores de JAK para alopecia areata, e minoxidil, finasterida e dutasterida para alopecia androgenética, sendo fundamental a avaliação de um dermatologista para definir a abordagem correta.
Casos recentes de queda de cabelo chamaram atenção para diferentes tipos de alopecia. A educadora física Karina Lucco raspou a cabeça após perder mais de 50% dos fios por causa da alopecia areata. Já a cantora Maiara, irmã de Maraisa, revelou conviver com a alopecia androgenética, tipo mais comum de calvície.
Apesar de ambas causarem queda de cabelo, as duas condições têm origens, sintomas e tratamentos bastante diferentes.
Origem da doença
A principal diferença está na causa.
A alopecia areata é uma doença autoimune. O sistema imunológico ataca os folículos pilosos, interrompendo temporariamente o crescimento dos fios.
Já a alopecia androgenética tem origem genética e hormonal. Ela ocorre devido à sensibilidade dos folículos ao hormônio di-hidrotestosterona (DHT), o que leva à miniaturização progressiva dos fios.
Como identificar cada tipo
Os sinais clínicos ajudam a diferenciar as condições.
Na alopecia areata:
- a queda é repentina;
- surgem falhas arredondadas e bem delimitadas;
- a pele fica lisa nas áreas afetadas;
- pode haver episódios de queda e repilação.
Na alopecia androgenética:
- a perda é lenta e contínua;
- os fios ficam progressivamente mais finos;
- homens apresentam entradas e falhas no topo da cabeça;
- mulheres têm rarefação difusa, geralmente no topo, com preservação da linha frontal.
Evolução e prognóstico
A alopecia areata tem evolução imprevisível. Em alguns casos, os fios voltam a crescer espontaneamente; em outros, pode haver progressão para quadros mais extensos.
Já a alopecia androgenética é progressiva e permanente. Sem tratamento, a tendência é de piora gradual ao longo dos anos.
Tratamentos disponíveis
As abordagens variam conforme o tipo.
Na alopecia areata, o foco é controlar a resposta imunológica. Corticoides e, mais recentemente, inibidores de JAK são utilizados, principalmente em casos moderados a graves.
Na alopecia androgenética, o objetivo é estimular o crescimento e bloquear a ação hormonal. Os principais tratamentos incluem minoxidil (tópico ou oral) e medicamentos como finasterida e dutasterida.
Importância do diagnóstico correto
Embora pareçam semelhantes à primeira vista, as duas condições exigem tratamentos diferentes. Por isso, especialistas recomendam procurar um dermatologista ao notar sinais de queda de cabelo.
Casos como os de Karina Lucco e Maiara ajudam a ampliar a conscientização sobre o tema e mostram que identificar corretamente o tipo de alopecia é fundamental para um tratamento eficaz.

