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Saúde

Arritmia cardíaca: entenda a condição que levou André Janones ao hospital

Deputado federal foi internado após mal-estar súbito ao final do debate da Band

3 min

19/10/2026 16:36 • Atualizado há 5 dias

Arritmia cardíaca: entenda a condição que levou André Janones ao hospital

A arritmia cardíaca levou o deputado federal André Janones (Avante-MG) a dar entrada em uma unidade de saúde após sofrer um mal-estar súbito decorrente de uma alteração repentina no ritmo dos batimentos cardíacos. O quadro exigiu monitoramento médico imediato, além da realização de eletrocardiograma e exames laboratoriais para estabilizar a atividade elétrica do órgão.

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O episódio registrado com o parlamentar ilustra como as variações no funcionamento do sistema cardiovascular demandam atendimento hospitalar ágil para conter complicações e investigar as causas clínicas da crise.

Como funciona o ritmo dos batimentos cardíacos

Em condições normais e em repouso, o coração saudável de um adulto bate de maneira sincronizada e regular entre 60 e 100 vezes por minuto. Essa cadência mecânica de bombeamento de sangue é coordenada por sinais elétricos biológicos gerados no nó sinoatrial, estrutura que funciona como o marca-passo natural do organismo.

Quando ocorrem falhas, desvios ou interferências nesses circuitos elétricos, o ritmo cardíaco perde a sincronia padrão, caracterizando a arritmia. A alteração pode se manifestar de diferentes formas clínicas:

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  • Taquicardias: quando a frequência cardíaca em repouso ultrapassa 100 batimentos por minuto.
  • Bradicardias: quando os batimentos caem para níveis inferiores a 50 ou 60 por minuto.
  • Extrassístoles: contrações precoces que provocam a percepção de pulos ou falhas no peito.
  • Fibrilação (como a fibrilação atrial): desorganização caótica das correntes elétricas que impede a contração eficiente das cavidades cardíacas.

Para mais orientações sobre saúde cardiovascular, o leitor pode acompanhar a editoria especializada no Band.com.br.

Principais sintomas e fatores desencadeantes

Embora muitas pessoas apresentem episódios assintomáticos detectados apenas durante consultas ou exames preventivos, as oscilações agudas do ritmo costumam emitir sinais de alerta claros. Os sintomas mais comuns envolvem palpitações ou sensação de "batedeira", tonturas, vertigens, falta de ar e fraqueza repentina.

Pacientes também relatam episódios de suor frio, aperto ou desconforto torácico e desmaios (síncopes). Diante de manifestações dessa natureza, a recomendação das equipes médicas é a procura imediata de atendimento especializado de urgência.

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As crises podem acometer tanto portadores de cardiopatias preexistentes quanto indivíduos com o músculo cardíaco estruturalmente íntegro. Entre os principais gatilhos para o descompasso elétrico destacam-se:

  • Altos níveis de estresse emocional, crises de ansiedade e sobrecarga de adrenalina;
  • Privação constante de sono e estafa física intensa;
  • Consumo excessivo de substâncias estimulantes, como cafeína, bebidas energéticas, álcool e tabaco;
  • Desequilíbrios metabólicos, incluindo quadros de desidratação, alterações nos níveis de minerais como potássio e magnésio, além de distúrbios na glândula tireoide;
  • Doenças prévias, a exemplo de hipertensão arterial descontrolada, insuficiência cardíaca ou histórico de infarto do miocárdio.

Diagnóstico e abordagens de tratamento

No ambiente de pronto-socorro, o protocolo médico concentra esforços na contenção imediata da irregularidade e no alívio dos sintomas. A recuperação do ritmo fisiológico pode ser obtida por meio de medicamentos específicos ou, em quadros de maior gravidade, pela aplicação de cardioversão elétrica controlada.

Após a estabilização clínica, os médicos realizam uma investigação minuciosa para mapear o mecanismo da arritmia e indicar o tratamento preventivo de longo prazo. As condutas médicas variam desde ajustes na rotina e controle de estresse até o uso contínuo de fármacos antiarrítmicos, procedimentos de ablação por cateter ou implante de marca-passos definitivos.

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