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Saúde

SUS registra mais de 85 mil internações por infarto em 2026

Levantamento considera apenas os cinco primeiros meses do ano

2 min

08/09/2026 11:14 • Atualizado há 46 dias

SUS registra mais de 85 mil internações por infarto em 2026

Mais de 85 mil internações por infarto agudo do miocárdio foram registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) entre janeiro e maio de 2026. Foram 85.039 hospitalizações no período, segundo dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), disponibilizados pelo DATASUS e analisados em estudo publicado em agosto. O levantamento considera apenas os cinco primeiros meses do ano.

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Nos anos completos, o número de hospitalizações por infarto aumentou 97,4% entre 2015 e 2025, passando de 101.208 para 199.819 registros. O estudo foi elaborado a partir de dados do SIH/SUS sobre internações com diagnóstico principal de infarto agudo do miocárdio.

Não existe um exame único capaz de prever a ocorrência de um infarto. Segundo Daniel Marotta, cardiologista da Rede de Hospitais São Camilo, a análise considera um conjunto de fatores, entre eles pressão arterial, colesterol, glicemia, idade, histórico familiar e hábitos de vida. “Não existe um exame isolado capaz de prever um infarto. A avaliação considera o conjunto de fatores de risco, como pressão arterial, colesterol, glicemia, idade, histórico familiar e hábitos de vida. A partir desses dados, o médico define a necessidade de acompanhamento ou de exames complementares”, afirma.

A combinação de diferentes fatores também pode influenciar o risco cardiometabólico, segundo Marotta. “O histórico familiar merece atenção porque pode modificar a avaliação mesmo quando os exames de rotina estão dentro dos valores esperados. A combinação de diferentes fatores também importa: obesidade, alterações da glicose, colesterol e pressão alta podem se somar e aumentar o risco cardiometabólico”, reitera.

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Quais exames podem ser solicitados?

Entre os exames que podem fazer parte da avaliação estão a medição da pressão arterial, o perfil lipídico, a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada. Também podem ser indicados eletrocardiograma, teste ergométrico, ecocardiograma, Holter e Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA).

A investigação também pode incluir ainda exames de função renal, ferramentas de estratificação do risco cardiovascular e, em situações específicas, exames de imagem, como o escore de cálcio coronariano.

A indicação depende de fatores como idade, sintomas, fatores de risco, histórico familiar e resultados encontrados inicialmente. Nem todos os pacientes precisam realizar os mesmos exames. Dor ou pressão no peito, falta de ar, palpitações, desmaio e cansaço fora do habitual estão entre os sintomas que podem justificar investigação.