Método Wolbachia usa mosquitos contra a dengue; entenda como funciona
As wolbachias são um gênero de bactérias presente em mais da metade dos insetos do mundo, estima a ciência

Em estudos desenvolvidos desde o início dos 2010, cientistas conseguiram reproduzir com segurança Aedes aegypti infectados com espécies de wolbachias que não ocorreriam naturalmente no mosquito.
Continua depois da publicidade
Com isso, hoje o método é usado contra a dengue, chikungunya ou zika. O método Wolbachia consiste em liberar no ambiente mosquitos inoculados com a Wolbachia, para que se reproduzam com a população local de Aedes aegypti e gerem descendentes também portadores da bactéria e, portanto, com menores chances de transmitir as doenças.
No Brasil, 16 cidades já implementaram a técnica. Em Brasília a nova fábrica vai beneficiar dez regiões do Distrito Federal, além dos dois municípios goianos, impactando mais de 750 mil pessoas.
A unidade tem uma das maiores operações do método Wolbachia no Brasil, com capacidade para produzir 6 milhões de mosquitos adultos por semana.
Continua depois da publicidade
Maior fábrica do mundo é no Brasil
O Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) e o World Mosquito Program (WMP) inauguraram neste ano a Wolbito do Brasil, maior biofábrica do mundo especializada na criação do mosquito Aedes aegypti inoculado com a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento dos vírus de doenças.
Nova vacina contra a dengue
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, a primeira do mundo capaz de proteger com apenas uma dose. Destinada inicialmente à população de 12 a 59 anos, a Butantan-DV deve agora ser incorporada ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A vacina Butantan-DV será a primeira do mundo oferecida em dose única. Ela é capaz de proteger contra os quatro sorotipos do vírus da dengue (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4).
Continua depois da publicidade
A aprovação da vacina ocorre após cinco anos de acompanhamento com voluntários do ensaio clínico de fase três encaminhados à Anvisa.
