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Saúde

Mpox no Brasil: vírus avança? O que dizem os dados oficiais

Com 88 casos confirmados em 2026, país monitora nova variante e foca vacinação em grupos de risco

3 min

25/02/2026 17:08 • Atualizado há 241 dias

Mpox no Brasil: vírus avança? O que dizem os dados oficiais

A pergunta "Mpox no Brasil é verdade?" dominou as buscas no Google nesta quarta-feira (25) e reflete a preocupação com o vírus que permanece em monitoramento pelas autoridades.

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Sim, é verdade. O Brasil já confirmou 88 casos de mpox nos primeiros meses de 2026, de acordo com dados oficiais do Ministério da Saúde e das secretarias estaduais.

Embora o número seja real, as autoridades reforçam que o cenário é de vigilância ativa, com predominância de quadros leves a moderados e nenhum óbito registrado no país este ano.

Onde estão os casos?

O estado de São Paulo concentra a maioria das notificações, com 63 casos confirmados. O Rio de Janeiro aparece em seguida, com 15 registros, seguido por Rondônia (4), Minas Gerais (3), Rio Grande do Sul (2), Distrito Federal (1), Paraná (1) e Santa Catarina (1). Para efeito de comparação, em todo o ano de 2025, o Brasil contabilizou 1.079 casos e dois óbitos, o que indica que o vírus mantém uma circulação endêmica estável, porém persistente.

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Como identificar os sintomas

A mpox, causada pelo vírus MPXV, exige atenção ao diagnóstico visual, pois pode ser confundida com outras doenças de pele, como a catapora. O sinal mais característico são as erupções cutâneas ou lesões na pele que lembram bolhas ou feridas. Essas marcas podem surgir no rosto, palmas das mãos, solas dos pés, órgãos genitais ou ânus.

Além das lesões, o corpo dá outros sinais de alerta:

  • Febre e calafrios;
  • Linfonodos inchados (ínguas), sintoma fundamental para o diagnóstico diferencial médico;
  • Dor de cabeça, dores musculares e fraqueza intensa.

O período de incubação (tempo entre o contato com o vírus e o surgimento dos sintomas) varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias.

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Transmissão e nova variante

O contágio ocorre principalmente pelo contato pessoal próximo e direto com as lesões, fluidos corporais ou secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Isso inclui abraços, beijos e relações sexuais, além do compartilhamento de objetos recentemente contaminados, como toalhas e lençóis.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) identificou no exterior uma nova variante recombinante (uma mistura dos clados Ib e IIb), detectada no Reino Unido e na Índia.

No Brasil, a vigilância genômica já havia confirmado a presença da cepa Ib em um paciente em São Paulo em março de 2025, o que mantém as equipes de saúde em alerta máximo para o rastreamento de possíveis novas mutações.

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Vacinação no SUS

Diferente da Covid-19, a vacinação contra a mpox não é universal ou em massa no Brasil. A estratégia do Ministério da Saúde prioriza grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. Atualmente, o imunizante é indicado para:

  • Pessoas vivendo com HIV/Aids (homens cis, travestis e mulheres trans com 18 anos ou mais e contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células);
  • Profissionais de laboratório que manipulam o vírus diretamente;
  • Pós-exposição: Pessoas que tiveram contato direto com fluidos de casos suspeitos ou confirmados, após avaliação da vigilância local.

Ao notar qualquer lesão suspeita, a orientação é o isolamento imediato e a busca por uma unidade de saúde para avaliação clínica e teste de PCR. O diagnóstico precoce e o rastreamento de contatos por 14 dias são as medidas essenciais para interromper a cadeia de transmissão no país.

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