
A superfruta brasileira que dá de 10 no azeite de oliva caro
Agência Brasil
Fruta nativa de várias regiões do Brasil, a macaúba tem chamado a atenção de pesquisadores por concentrar gorduras consideradas benéficas ao ser humano, o que faz da polpa uma espécie de "azeite" natural.
Em 100 gramas da polpa crua da macaúba, há 40,7 g de lipídios totais com predominância de gorduras monoinsaturadas, segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA). Isso coloca a fruta como uma alternativa nacional a óleos importados mais valorizados.
Macaúba: o "azeite nacional" escondido na nossa flora
Explorar alimentos regionais é uma forma de enriquecer a dieta e valorizar a biodiversidade. De acordo com os dados da TBCA, uma porção de 100 g da macaúba crua reúne 40,7 g de lipídios totais, valor comparável ao de óleos culinários usados no dia a dia.
À primeira vista, a quantidade de gordura pode causar preocupação. Na nutrição, porém, a qualidade do lipídio é decisiva para o impacto no organismo.
A macaúba concentra gorduras consideradas benéficas, o que faz da polpa uma espécie de "azeite" natural, com características que se aproximam das observadas no azeite de oliva extravirgem.

Por que o perfil nutricional da Macaúba é imbatível
O diferencial da macaúba está no perfil de ácidos graxos, que atuam como reserva de energia do corpo, formam membranas celulares e são essenciais para a absorção de vitaminas Segundo a TBCA, 100 g da fruta crua fornecem 25,3 g de ácidos graxos monoinsaturados.
Desse total, 24,57 g correspondem ao ácido oleico, o mesmo tipo de gordura que tornou o azeite de oliva um símbolo de alimentação cardioprotetora.
Essas gorduras monoinsaturadas ganham relevância quando se observa o que mostram as evidências reunidas no portal eLENA (e-Library of Evidence for Nutrition Actions), da Organização Mundial da Saúde (OMS).
As revisões indicam que substituir gorduras saturadas por insaturadas, como o ácido oleico, ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, melhora o perfil de colesterol no sangue e contribui para controlar processos inflamatórios ligados a doenças crônicas.
O consumo de fontes de gordura de alta qualidade, inseridas em uma dieta balanceada, também favorece a regulação da saciedade.
Ao fornecer energia de forma mais estável, essas gorduras auxiliam a evitar picos de fome e podem apoiar estratégias de controle de peso, sempre em conjunto com outros hábitos saudáveis.
Como trocar snacks calóricos por alimentos presentes na biodiversidade brasileira
O Ministério da Saúde recomenda que alimentos in natura ou minimamente processados sejam a base das refeições.
A macaúba se encaixa nessa orientação e pode substituir lanches ultraprocessados comuns no meio da tarde.
Biscoitos recheados, salgadinhos de pacote e outros produtos prontos costumam ser pobres em fibras e ricos em açúcares, sódio e gorduras de pior qualidade, o que favorece o consumo excessivo de calorias.
Já frutas da biodiversidade nacional, como a macaúba, reúnem gorduras benéficas, fibras e compostos bioativos que atuam de forma integrada na saúde.
Ao trocar um snack industrializado por porções moderadas de macaúba, por exemplo, o consumidor tende a ingerir menos calorias vazias, prolongar a sensação de saciedade e, de quebra, apoiar cadeias produtivas locais e um sistema alimentar mais sustentável.
Para quem tem condições de saúde específicas ou dúvidas, a orientação é sempre buscar acompanhamento de um profissional de saúde ou nutricionista.

