Saúde

Creme, gel e bombas penianas funcionam? Especialista alerta para riscos

O biomédico e sexólogo Vitor Mello explica o que é marketing e o que realmente traz resultados na estética íntima masculina

Da redação
DA REDAÇÃO

06/05/2026 • 18:03 • Atualizado em 06/05/2026 • 18:03

Especialista alerta para o uso de cremes e pomadas "milagrosas"

Especialista alerta para o uso de cremes e pomadas "milagrosas"

Freepik

Se você utiliza redes sociais, provavelmente já se deparou com anúncios prometendo "ganhos garantidos" e resultados milagrosos para o aumento peniano. O mercado de cremes, bombas e pílulas é vasto, mas a linha entre a ciência e o marketing agressivo costuma ser tênue, deixando muitos homens em dúvida sobre o que realmente funciona.

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Para o biomédico e sexólogo Vitor Mello, especialista em estética íntima masculina, a busca por melhora é válida, mas o método escolhido é o que define a segurança do paciente. “Querer cuidar do próprio corpo é incrível. O problema é acreditar em soluções rápidas que ignoram como o organismo realmente funciona”, explica.

Cremes e géis "de aumento"

De acordo com Mello, o primeiro choque de realidade diz respeito à absorção. A pele da região peniana possui baixa permeabilidade para esse tipo de composto. Segundo ele, a maioria desses produtos carece de comprovação científica para um aumento estrutural. “Em alguns casos, podem até dar uma sensação momentânea por estimular a circulação, mas nada permanente. E ainda existe o risco real de irritações e reações alérgicas indesejadas”, relata.

Bombas penianas: aliadas ou vilãs?

As bombas não são necessariamente proibidas, mas o especialista ressalta que o uso é recreativo e temporário. Elas promovem uma dilatação dos corpos cavernosos, deixando o órgão mais rígido e volumoso apenas por um curto período.

O perigo mora no uso sem orientação. “Quando utilizadas de forma exagerada, podem causar lesões, inchaço e até prejudicar a ereção a longo prazo. É um acessório erótico, não um tratamento médico”, aponta o biomédico.

Pílulas e suplementos "naturais"

Vitor Mello alerta que o termo “natural” não é selo de segurança. Muitos desses compostos não possuem testes clínicos que comprovem o aumento do tamanho e podem interferir na eficácia de outros medicamentos. “Eles podem ajudar na libido ou na circulação sanguínea, o que é bem diferente de alteração nas dimensões do pênis”, comenta.

O que realmente traz resultados?

Para quem busca mudanças reais e duradouras, a ciência avançou para procedimentos estéticos minimamente invasivos. Atualmente, técnicas que combinam bioestimuladores, ácido hialurônico, toxina botulínica e fios de PDO oferecem resultados mais previsíveis e naturais.

Diferente das intervenções cirúrgicas do passado, esses métodos são feitos em consultório. “Não é cirurgia, não exige cortes e é feito com injetáveis. É rápido, seguro quando bem indicado e com recuperação tranquila”, finaliza Vitor Mello.

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