
Whey protein é um suplemento alimentar fabricado a partir da proteína do soro do leite
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Resumo
Um levantamento da Scanntech em parceria com a McKinsey revela que o consumo de alimentos ricos em proteína deixou de ser exclusivo de atletas e tornou-se tendência entre brasileiros, com impacto direto no varejo alimentar e perspectiva de intensificação em 2026.
O estudo indica que consumidores motivados por saúde, desempenho físico e equilíbrio nutricional impulsionaram forte crescimento nas vendas de whey protein (124%), creatina (89%), cereais proteicos (21%), iogurtes proteicos (16%), produtos pré e pós-treino (16%) e leites saborizados com proteína (14%), ampliando o consumo proteico para refeições e lanches cotidianos.
O levantamento aponta que a busca por equilíbrio alimentar influencia também a socialização, com aumento no consumo de bebidas premium e versões zero, e projeta para 2026 maior adesão a produtos práticos e funcionais, consolidando os itens proteicos como motor de transformação do varejo alimentar brasileiro.
Um levantamento da Scanntech, em parceria com a McKinsey, aponta que a alimentação rica em proteínas deixou de ser um comportamento restrito a praticantes de atividade física intensa e passou a ocupar espaço central no carrinho de compras do brasileiro. A mudança, observada ao longo de 2025, tem impacto direto no varejo alimentar e deve se intensificar em 2026.
De acordo com o estudo, consumidores orientados por saúde, desempenho físico e equilíbrio nutricional vêm alterando padrões de consumo e ampliando a demanda por itens associados à performance e à saudabilidade. O resultado é um crescimento significativo das vendas em categorias com alto teor proteico, além da expansão de produtos funcionais e versões com menos açúcar ou álcool.
Entre janeiro e outubro de 2025, as categorias ligadas à performance registraram aumentos expressivos em volume. O whey protein apresentou crescimento de 124%, seguido pela creatina, com alta de 89%. Também avançaram os cereais proteicos (21%), iogurtes proteicos (16%), produtos pré e pós-treino (16%) e leites saborizados com proteína (14%). Os números indicam que o consumo de proteína passou a integrar refeições e lanches cotidianos, indo além do uso pontual associado a treinos.
Proteína no dia a dia
O levantamento mostra que o apelo proteico ganhou espaço na rotina alimentar de um público mais amplo, influenciado por metas de saúde, longevidade e desempenho físico, além da disseminação de conteúdos sobre nutrição e exercícios nas redes sociais. Esse cenário levou a indústria a adaptar portfólios e lançar versões enriquecidas com proteína em categorias tradicionais, como laticínios, snacks, bebidas prontas e sobremesas.
Segundo Felipe Passarelli, Head de Inteligência de Mercado da Scanntech, o movimento se consolidou em 2025. “Desde o ano passado observamos um crescimento consistente dos produtos proteicos no varejo alimentar, mas em 2025 o movimento ganhou intensidade, levando fabricantes a revisitar seus portfólios e buscar alternativas para acompanhar essa demanda crescente”, afirma.
Mudanças também na socialização
O estudo aponta que a busca por equilíbrio alimentar também influencia hábitos de socialização. O consumo de bebidas e alimentos associados a encontros mais leves e diurnos cresceu ao longo do ano. O café premium, por exemplo, teve aumento de 8,1% em volume, enquanto categorias como licor (5,3%), misturas alcoólicas (6,4%), aperitivos (3,4%) e espumantes (3,8%) também registraram avanço.
As versões “zero” seguem a mesma tendência. Energéticos sem açúcar cresceram 56%, cervejas de baixa caloria avançaram 40%, cervejas zero álcool tiveram alta de 10% e refrigerantes sem açúcar aumentaram 33% em volume.
Para 2026, a expectativa é de que o consumidor continue priorizando escolhas que conciliem saúde, prazer e controle de gastos, com maior adesão a produtos práticos e funcionais. O alto consumo de itens ricos em proteína, segundo o levantamento, deve seguir como um dos principais vetores de transformação do varejo alimentar brasileiro.

