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Whey Protein: entenda para que serve, benefícios e qual o melhor tipo para você

Especialistas explicam quem deve evitar o consumo, como ler o rótulo corretamente e se o produto substitui refeições

GABRIELLE PEDRO

27/11/2025 • 15:22 • Atualizado em 27/11/2025 • 15:22

Whey Protein

Whey Protein

Freepik

O Whey Protein, suplemento alimentar proteico derivado do soro do leite, consolidou-se como um aliado tanto para o ganho de massa muscular quanto para a manutenção da saúde em diferentes faixas etárias.

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Especialistas detalham as funções, indicações e os cuidados necessários ao incluir o produto na rotina alimentar, esclarecendo as principais dúvidas sobre seus tipos e benefícios.

De acordo com o médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), o produto é um subproduto do processo de fabricação do queijo. O especialista explica que, quando o leite coagula, separa-se em caseína (parte sólida) e soro (líquido). É desse soro que o Whey é extraído, filtrado e purificado até se tornar um pó rico em proteínas.

A nutricionista Letícia Manduca complementa a definição, descrevendo o suplemento como um conjunto de proteínas e aminoácidos essenciais extraídos do soro do leite, caracterizados por um alto valor metabólico.

Benefícios e indicações de uso

Segundo estudos científicos citados por Durval Ribas Filho, os benefícios do consumo vão além da estética. O médico aponta que o suplemento auxilia no aumento de massa muscular, proporciona recuperação muscular mais rápida, ajuda no emagrecimento, no controle glicêmico e na melhora da imunidade.

Letícia Manduca reforça que os aminoácidos presentes no produto atuam diretamente na performance física e previnem a redução de massa magra. Por isso, o consumo é considerado ideal para praticantes de atividade física, idosos e pessoas que desejam manter uma alimentação saudável.

O presidente da ABRAN destaca ainda que pessoas que não treinam também podem consumir o produto. A ingestão é recomendada em casos de dietas pobres em proteínas, sarcopenia (perda de massa muscular em idosos), recuperação de doenças ou cirurgias, e em processos de emagrecimento que visam a preservação muscular. Para a nutricionista, o suplemento auxilia na manutenção do consumo proteico diário necessário.

Diferenças entre concentrado, isolado e hidrolisado

Uma das principais dúvidas dos consumidores refere-se aos diferentes tipos de Whey disponíveis no mercado. Letícia Manduca esclarece que a escolha deve basear-se no objetivo individual e diferencia as categorias pelo nível de absorção e composição.

Conforme a nutricionista, o Whey Protein concentrado possui um percentual de carboidratos e gorduras adicionados, garantindo uma absorção de cerca de 65% da proteína.

Já o isolado é descrito por ela como uma opção que garante 95% de absorção, sem carboidratos ou gorduras, sendo composto exclusivamente por proteína. Durval Ribas Filho acrescenta que o tipo isolado é mais puro e indicado para pessoas com intolerância à lactose.

Sobre o hidrolisado, Letícia afirma que o produto é 100% proteico e oferece absorção total do teor de proteína, sendo o mais indicado para quem busca performance. O médico nutrólogo ressalta que esse tipo passa por um processo que facilita a digestão.

Cuidados com o rótulo e contraindicações

Para garantir a qualidade do produto, é fundamental saber ler o rótulo. Durval alerta que é preciso verificar o tipo de whey para não cair em armadilhas, lembrando que o concentrado, embora mais acessível, contém mais lactose.

Letícia Manduca orienta o consumidor a verificar o percentual de proteína por porção — idealmente entre 15g, 20g ou 30g — e avaliar o teor de sódio. A nutricionista também recomenda analisar o aminograma, observando a presença de aminoácidos essenciais como leucina, isoleucina e valina, além de checar a presença de adoçantes.

Apesar dos benefícios, o consumo exige cautela. O presidente da ABRAN adverte que portadores de alergia à proteína do leite devem evitar o suplemento devido a possíveis reações graves. Ele também observa que gestantes, lactantes, crianças, adolescentes e pessoas com doenças renais ou no fígado devem ter acompanhamento médico.

Letícia reforça que pessoas com insuficiência renal ou sensibilidade a esse metabolismo devem avaliar a dosagem.

Sobre a substituição de refeições, os especialistas divergem levemente, mas pedem cautela. A nutricionista afirma que o Whey pode substituir uma refeição, preferencialmente lanches intermediários ou a ceia.

Já Durval Ribas Filho pondera que, embora a literatura científica mostre que o produto aumenta a saciedade, não há evidências suficientes para recomendar seu uso como substituto de refeições completas a longo prazo, devido ao risco de deficiências nutricionais. Ele conclui que o uso deve ser considerado como complemento proteico.

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