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Resumo
Perda significativa de peso pode causar excesso de pele, condição que afeta não só a aparência, mas também provoca desconfortos físicos, problemas de saúde como assaduras e infecções, e prejudica a autoestima.
Fatores como idade, predisposição genética, tempo de sobrepeso, qualidade da pele e estilo de vida influenciam o grau de flacidez, sendo a cirurgia plástica indicada quando o excesso de pele compromete a saúde física ou emocional, deixando de ser apenas uma questão estética.
Procedimentos como abdominoplastia são os mais comuns, mas podem envolver outras áreas do corpo, sendo realizados em etapas após estabilização do peso, enquanto perda gradual, alimentação equilibrada e exercícios ajudam a minimizar o problema, embora a cirurgia seja necessária em casos de emagrecimento expressivo.
Perder uma grande quantidade de peso é um avanço importante para a saúde, mas pode trazer um efeito colateral comum: o excesso de pele. A condição, frequentemente associada apenas à aparência, também pode provocar desconfortos físicos e até problemas de saúde, além de afetar a autoestima.
De acordo com o cirurgião plástico Luan Aguiar Ferretti, o problema está relacionado à forma como a pele reage durante o processo de ganho e perda de peso. Segundo ele, o estiramento prolongado compromete a capacidade de retração da pele, especialmente pela perda de elasticidade do colágeno.
“Essa flacidez é resultado de um emagrecimento acentuado, em que a pele não consegue retornar completamente ao estado original”, explica.
Por que o excesso de pele ocorre
Durante o ganho de peso, a pele se expande para acomodar o aumento do volume corporal. Quando há emagrecimento significativo — principalmente de forma rápida —, nem sempre essa estrutura acompanha a mudança.
Fatores como idade, predisposição genética, tempo em que a pessoa permaneceu com sobrepeso, qualidade da pele e estilo de vida influenciam diretamente o grau de flacidez após o emagrecimento.
Impactos além da aparência
Embora muitas vezes tratado como uma questão estética, o excesso de pele pode trazer consequências no dia a dia. Entre os principais problemas estão assaduras, dermatites, infecções recorrentes e acúmulo de umidade em regiões de dobra.
Segundo Ferretti, essas queixas são frequentes entre pacientes, que também relatam dificuldades para se vestir e limitações na prática de atividades físicas. Esse cenário pode interferir na manutenção do peso e na qualidade de vida.
Quando a cirurgia deixa de ser estética
A cirurgia plástica passa a ter caráter reparador quando o excesso de pele começa a afetar a saúde física ou emocional do paciente. Casos com infecções recorrentes, irritações constantes ou impacto psicológico significativo podem justificar a indicação médica.
Nessas situações, o procedimento deixa de ser apenas estético e passa a integrar o tratamento.
Procedimentos mais indicados
A abdominoplastia, voltada para a retirada de pele na região abdominal, é uma das cirurgias mais comuns nesses casos. No entanto, outras áreas também podem ser afetadas, como braços, coxas, mamas e rosto, dependendo da quantidade de peso perdida.
Cirurgias costumam ser feitas em etapas
Apesar da expectativa de corrigir todas as áreas de uma vez, a reconstrução corporal geralmente ocorre em mais de um procedimento. A recomendação médica é limitar o tempo cirúrgico e evitar múltiplas intervenções simultâneas, reduzindo riscos e complicações.
Momento ideal para operar
Especialistas indicam que a cirurgia seja realizada apenas após a estabilização do peso. Isso evita que novas perdas provoquem flacidez adicional e a necessidade de novas intervenções.
É possível evitar o problema?
Nem sempre. No entanto, a perda de peso gradual, aliada a uma alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e acompanhamento profissional, pode ajudar a minimizar a flacidez.
Ainda assim, em casos de emagrecimento expressivo, a cirurgia pode ser necessária como parte do processo de reabilitação e melhoria da qualidade de vida.

