
Harmonização facial já concentra um terço do interesse de busca por lipoaspiração
Imagem gerada por inteligência artificial/Band
Se engana quem pensa que a harmonização facial não segue tão popular como nos últimos dois anos. Um levantamento da Sala Digital, parceria entre a Band e o Google, mostra que o interesse de buscas sobre o procedimento estético no Brasil em 2025 segue em patamar muito próximo ao pico registrado no ano passado.
Os principais termos em ascensão neste ano estão ligados à personalidades que fizeram (ou não) o conjunto de tratamentos não cirúrgicos para equilibrar as proporções do rosto e combater sinais de envelhecimento. Entre eles, o jogador Ferreirinha, do São Paulo, que de fato fez o procedimento, e o cantor Diogo Nogueira, que desmentiu os boatos.
Entre as cirurgias voltadas à estética, a lipoaspiração foi a mais buscada pelos brasileiros nos últimos 12 meses, com o dobro de interesse sobre a abdominoplastia. Apesar de não se tratar de uma cirurgia, a harmonização facial já concentra um terço das buscas sobre lipoaspiração, o que demonstra o tamanho da curiosidade sobre o procedimento que começou a se popularizar em 2022.

Sala Digital/Band
Nas principais perguntas feitas sobre harmonização facial, duas linhas se destacam. De um lado, brasileiros querem saber sobre o preço do procedimento, como ele funciona e quanto tempo dura. De outro, a preocupação é sobre quem, afinal, está habilitado para fazer o serviço! Entre os profissionais cidados, destacam-se dendista, esteticista, fisioterapeuta e enfermeiro.
A pergunta “quem pode fazer harmonização facial?” foi destaque no programa Viver Melhor, da BandNews TV, apresentado por Jean Gorinchteyn. A edição contou com a presença das dermatologistas Denise Steiner, professora da UMC (Universidade de Mogi das Cruzes), e Shirlei Borelli, pesquisadora da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

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Segundo Steiner, uma brecha na Lei do Ato Médico, sancionada com vetos pela então presidente Dilma Rousseff em 2013, deu brecha para diferentes profissionais realizarem o procedimento. “Os conselhos federais de outras áreas se aproveitaram e fizeram resoluções. Isso levou a brigas na Justiça, deixando um ambiente bastante confuso que gerou, inclusive, prejuízo à saúde de muita gente.”
“Existe uma deficiência de regulamentação nesse sentido. Procedimentos médicos devem ser feito por médicos e, para este caso, foi aprovado que dentistas também façam a harmonização facial”, explica Borelli. “O risco de se fazer com outros especialistas é que seus cursos de formação não tem treinamento ou estudos aprofundados de anatomia, de fisiologia, de vascularização. Injeções podem ser feitas em áreas desnecessárias ou até mesmo em zonas de risco.”

