
Eloah é filha de Maíra Cardi e Thiago Nigro
Reprodução/TikTok
O desabafo recente de Maíra Cardi sobre o estado de saúde da filha Eloah trouxe à tona uma condição ainda cercada de dúvidas entre pais: a APLV, sigla para alergia à proteína do leite de vaca. Em vídeos publicados nas redes sociais, a influenciadora relatou momentos de angústia ao ver a bebê apresentar uma piora intensa na pele, com irritações severas.
“Eloah piorou muito. […] No sábado ela piorou muito, ela ficou na carne viva”, contou. Segundo ela, o quadro mais crítico ocorreu em um fim de semana, quando a bebê apresentou uma reação intensa inclusive ao uso de uma pomada prescrita. “Quando a gente passou uma pomada lá que o médico passou, ela berrou”, disse.
A partir desse episódio, a influenciadora descreve uma verdadeira corrida por respostas. Profissionais de diferentes áreas foram acionados, incluindo pediatras, especialistas e nutricionistas. O diagnóstico inicial de alergia ao leite já havia sido levantado, mas ainda não explicava completamente a situação.
“Todo mundo tinha dado uma alergia do leite […] mas não fechava a conta”, afirmou. Isso porque, segundo Maíra, ela não consome leite de vaca há anos, e a filha é alimentada principalmente com leite materno. “Eu não consumo nada de leite de vaca há muito tempo […] e ela tá mamando o meu leite. Então, não faria sentido”, explicou.
Esse tipo de dúvida é comum em casos de APLV. A alergia não está relacionada à lactose, mas sim às proteínas do leite, que podem chegar ao bebê por meio da alimentação da mãe, mesmo em pequenas quantidades. Ainda assim, quando os sintomas persistem, é necessário investigar outras possibilidades.
No caso da filha da influenciadora, a resposta veio após uma análise mais aprofundada. “Ela tem alergia ao milho […] e também à soja e ao leite”, revelou. A descoberta ajudou a esclarecer por que o quadro não melhorava mesmo com restrições já adotadas.
A própria influenciadora destacou como a combinação de fatores pode agravar o estado clínico. “Não é só o leite, não é só o milho […] é a junção de tudo. […] Imagina que são gotas de água que vão enchendo o copo. Chega uma hora que o copo vira”, comparou.
Além das alergias alimentares, Maíra também apontou possíveis influências ambientais. “Ela tava intoxicada com solvente […] água sanitária, sapólio […] a pele absorve tudo”, disse, ao relatar que produtos de limpeza poderiam ter contribuído para sensibilizar ainda mais a pele da bebê.
Especialistas explicam que, embora fatores externos não causem APLV, eles podem agravar quadros alérgicos, principalmente em bebês, que têm a pele mais sensível e um sistema imunológico ainda em formação.
O que é APLV
A APLV é uma reação do sistema imunológico às proteínas do leite de vaca, como caseína e lactoglobulina. Trata-se da alergia alimentar mais comum nos primeiros anos de vida e pode se manifestar mesmo em bebês que não consomem diretamente o leite, como nos casos de amamentação.
Isso acontece porque fragmentos dessas proteínas podem passar para o leite materno a partir da alimentação da mãe, desencadeando reações no organismo da criança.
Diferente da intolerância à lactose — que é uma dificuldade digestiva —, a APLV envolve o sistema imunológico e pode provocar respostas em diferentes partes do corpo.
Sintomas
Os sinais da APLV variam de criança para criança e nem sempre aparecem de forma imediata, o que dificulta a identificação.
Em muitos casos, os primeiros indícios surgem na pele, com irritações, vermelhidão ou lesões mais intensas, como no caso relatado pela influenciadora. Problemas gastrointestinais, como cólicas frequentes, refluxo e alterações nas fezes, também são comuns.
Além disso, alguns bebês apresentam sintomas respiratórios recorrentes, como congestão nasal e chiado, o que pode levar à confusão com quadros infecciosos.
A diversidade de manifestações faz com que a alergia seja, muitas vezes, subdiagnosticada ou confundida com outras condições comuns da infância.
Tratamento
O tratamento da APLV é baseado na exclusão total da proteína do leite de vaca da alimentação. Quando o bebê é amamentado, isso inclui a retirada de leite e derivados da dieta da mãe.
Nos casos em que é necessário complementar ou substituir o leite materno, são utilizadas fórmulas especiais, desenvolvidas para não desencadear resposta alérgica.
O acompanhamento médico é essencial ao longo de todo o processo, tanto para garantir a nutrição adequada quanto para avaliar o momento seguro de reintrodução dos alimentos.
Apesar do impacto inicial, a maioria das crianças desenvolve tolerância ao longo dos primeiros anos de vida.
Ao final do relato, Maíra Cardi tranquilizou os seguidores sobre o estado da filha. “Ela tá bem melhor, graças a Deus”, afirmou. E deixou um alerta a outras famílias: “Se o bebê tem problema de respiração, gripe direto […] isso pode ser alergia […] tem que investigar”.

