
O truque que faz qualquer criança comer legumes sem perceber
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Envolver crianças e adolescentes nas compras e no preparo das refeições, com foco em ingredientes frescos e temperos naturais, aumenta a aceitação de legumes em casa.
Além disso, a prática ainda protege contra o excesso de produtos ultraprocessados no dia a dia das famílias brasileiras, apontam especialistas em nutrição infantil.
Por que colocar as crianças na cozinha salva a dieta
A melhor estratégia para despertar a curiosidade infantil por legumes, verduras e outros alimentos saudáveis é compartilhar as tarefas da cozinha com todos da casa.
Quando participam da escolha na feira ou no mercado, lavam os alimentos e ajudam a mexer as panelas, os pequenos conhecem novos ingredientes, entendem de onde eles vêm e descobrem diferentes formas de preparo.
Na prática, explicam nutricionistas, essa vivência reduz a aversão ao novo, aumenta a confiança e favorece a construção de hábitos alimentares que tendem a se manter na vida adulta.
Como dar sabor à comida
Para que a comida in natura ou minimamente processada conquiste o paladar das crianças, o segredo está em caprichar no tempero feito em casa.
Especialistas recomendam usar cebola, alho, folhas de louro, salsinha, cebolinha, manjericão e coentro, além de outros temperos naturais, em refogados, assados, sopas e molhos.
Já os chamados temperos prontos em pó ou em cubo, comuns nas prateleiras de supermercados, se encaixam na categoria de ultraprocessados e costumam concentrar grandes quantidades de sal, gordura e aditivos. Segundo especialistas, esses produtos devem aparecer o mínimo possível na rotina.
Ao praticar habilidades culinárias com ingredientes frescos, a família garante aromas, sabores e texturas mais ricos, tornando a comida real mais atraente e competindo de igual para igual com o apelo dos industrializados.

Educando pequenos consumidores conscientes
Crianças e jovens estão no alvo de campanhas publicitárias intensas, que usam personagens, cores chamativas, músicas e brindes para estimular o consumo cotidiano de salgadinhos, biscoitos recheados e outras guloseimas.
Para educadores em saúde, cozinhar em família funciona como uma proteção importante contra essa influência, porque devolve a autonomia às pessoas, fortalece vínculos afetivos e valoriza a cultura alimentar de cada casa.
Pais e responsáveis também podem explicar, em linguagem simples, que a missão da publicidade é vender produtos, e não orientar escolhas saudáveis, incentivando as crianças a questionar rótulos, brindes e promessas.
Fora de casa, um passo essencial é planejar o lanche escolar: no lugar de pacotes de ultraprocessados, especialistas sugerem frutas frescas ou secas, castanhas, nozes e outras oleaginosas, que concentram nutrientes, oferecem boa saciedade e são práticas de transportar.

