
Pare de comer batata quente: o truque gelado para secar a gordura
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Em meio a números altos de obesidade e do diabetes, uma estratégia simples na cozinha vem ganhando espaço entre nutricionistas: cozinhar batata ou mandioca, resfriá-las na geladeira e só então consumi-las.
A técnica parece simples, mas aumenta o amido resistente do alimento, um tipo de carboidrato que se comporta como fibra e ajuda a controlar a glicose.
Esse truque gelado não elimina calorias, mas muda a forma como o organismo processa esses alimentos e pode tornar o lanche do dia a dia mais amigável para o metabolismo.
A ciência por trás da batata gelada que emagrece
Quando batata, mandioca e outros alimentos ricos em amido passam pelo ciclo de cozimento seguido de resfriamento, suas moléculas se reorganizam em um processo chamado retrogradação.
Essa mudança de estrutura dá origem ao amido resistente, frequentemente descrito como um carboidrato invisível, porque o sistema digestivo não o quebra totalmente em açúcar.
Na prática, esse amido passa a se comportar de forma semelhante às fibras alimentares: chega quase intacto ao intestino grosso, serve de alimento para bactérias benéficas e produz substâncias que colaboram com a saúde metabólica.
De acordo com o portal eLENA, biblioteca de evidências da Organização Mundial da Saúde (OMS), estratégias que aumentam o consumo de fibras solúveis e ajustam a qualidade dos macronutrientes ajudam a regular hormônios da saciedade, reduzir marcadores inflamatórios e melhorar o controle glicêmico.
Assim, ao incluir mais amido resistente na rotina, a pessoa tende a sentir menos fome entre as refeições, favorecer o equilíbrio intestinal e, em conjunto com outros hábitos saudáveis, usar melhor as calorias consumidas.
O nutriente que a TBCA monitora para você
A relevância do amido resistente para a prevenção de doenças crônicas e o controle da resposta glicêmica é tamanha que o componente passou a ser acompanhado de perto por pesquisadores brasileiros.
A Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TBCA), mantida pela Universidade de São Paulo (USP) em parceria com o Food Research Center (FoRC), é hoje uma das principais referências nacionais sobre o que está no prato do brasileiro.
Segundo os responsáveis pela base, a TBCA monitora as quantidades de amido resistente nos alimentos desde 2001, ao lado das análises de fibras alimentares.
Esses dados orientam profissionais de saúde na montagem de cardápios que favorecem o controle da glicose e o desempenho metabólico.
Transforme sobras em petiscos que controlam sua glicose
Aproveitar o amido resistente também é uma forma prática de economizar e reduzir o desperdício de comida. Em vez de recorrer a snacks ultraprocessados, é possível transformar sobras de raízes cozidas em petiscos crocantes para o dia a dia.

O aquecimento rápido não elimina totalmente o amido resistente que se formou durante o resfriamento prolongado.
Assim, esses petiscos ajudam a prolongar a sensação de saciedade, evitar picos de açúcar no sangue e podem contribuir para o controle do peso quando inseridos em um plano alimentar equilibrado, acompanhado por profissionais de saúde e por atividades físicas.

