
Filtro solar
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Resumo
A chegada do verão reforça a necessidade de usar protetor solar corretamente, com FPS 30 ou superior, proteção UVA e textura adequada ao tipo de pele para prevenir queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele.
Dermatologistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia orientam reaplicar o protetor a cada duas horas, dar preferência a fórmulas resistentes à água e usar filtros físicos em crianças, destacando que todos os tons de pele precisam de proteção.
Além do protetor solar, a proteção deve incluir chapéus, roupas com proteção UV, óculos escuros e sombra, evitando produtos sem proteção UVA, sem resistência à água ou com promessas enganosas de bronzeado.
Com a chegada do verão e o aumento da exposição ao sol, escolher o protetor solar adequado se torna uma das principais medidas de prevenção contra queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele.
Segundo especialistas membros da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), não existe um único produto perfeito para a estação, mas sim aquele que combina proteção eficaz, conforto e uso correto no dia a dia.
Protetor solar deve ser usado o ano todo
De acordo com a dermatologista Bianca de Sá Soares, coordenadora do Departamento de Oncologia Cutânea da SBD, o protetor solar não é um item exclusivo do verão. No entanto, nessa época do ano, a atenção precisa ser redobrada devido à maior incidência da radiação ultravioleta B (UVB), associada diretamente ao câncer de pele.
“O protetor solar ideal é aquele com, no mínimo, FPS 30 e que também ofereça proteção contra a radiação UVA, informação que deve estar claramente descrita no rótulo”, explica a profissional.
O que observar na hora de escolher o protetor solar?
Segundo o médico Gustavo Novaes, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a escolha do protetor deve considerar não apenas o fator de proteção, mas também o conforto, já que isso influencia diretamente na reaplicação ao longo do dia.
Os principais pontos de atenção são:
- FPS 30 ou superior: no verão e em exposições prolongadas, o FPS 50 ou mais é o mais indicado;
- Proteção de amplo espectro (UVA e UVB): essencial para prevenir queimaduras, envelhecimento precoce e câncer de pele;
- Resistência à água e ao suor: fundamental para quem frequenta praia, piscina ou pratica atividades físicas;
- Textura adequada ao tipo de pele: gel ou gel-creme para peles oleosas, cremes para peles secas e sprays para facilitar a aplicação;
- Conforto na pele: quanto mais agradável o produto, maior a chance de uso correto e reaplicação.
Protetor com FPS mais alto protege mais?
O FPS indica o nível de proteção contra a radiação UVB, principal causadora das queimaduras solares. De forma prática, quanto maior o FPS, maior o tempo de proteção antes da pele ficar vermelha.
- FPS 30 bloqueia cerca de 97% da radiação UVB;
- FPS 50 bloqueia aproximadamente 98%.
Soares destaca que o FPS 30 já é considerado suficiente, desde que aplicado corretamente e reaplicado a cada duas horas, ou após entrar na água ou suar excessivamente. “Menos do que FPS 30 não é seguro”, alerta.
Já Novaes reforça que FPS alto não dispensa outras medidas de proteção, como chapéu, roupas com proteção UV, óculos escuros e busca por sombra.
Quais tipos de protetor solar devem ser evitados?
Os especialistas alertam para alguns cuidados importantes:
- Produtos sem proteção UVA descrita no rótulo;
- Protetores sem resistência à água em situações de suor intenso ou mergulho;
- Fórmulas muito oleosas ou com fragrâncias fortes, especialmente para peles sensíveis ou acneicas;
- Cosméticos que prometem “bronzeado instantâneo” sem FPS confiável.
Além disso, textura agradável não significa proteção eficaz. É fundamental conferir o FPS, a proteção UVA, a resistência à água e a validade do produto.
Protetor solar: físico ou químico?
Os protetores solares podem ser físicos (minerais), que refletem a radiação, ou químicos, que a absorvem. Segundo a médica, os filtros físicos costumam causar menos irritação e oferecem proteção ampla contra UVA e UVB.
“A maioria dos produtos atuais combina filtros físicos e químicos, mas a tendência é priorizar uma maior concentração de filtros minerais, por serem menos irritantes e menos tóxicos”, explica.
Para crianças, a recomendação é ainda mais específica:
- Bebês até 6 meses não devem ser expostos diretamente ao sol;
- Entre 6 meses e 2 anos, apenas protetores físicos;
A partir dessa idade, podem ser usados protetores combinados, com preferência para maior proporção de filtros físicos.
Existe diferença entre protetor para peles claras e peles pretas?
Segundo o dermatologista, todos os tons de pele precisam de proteção solar, mas alguns ajustes podem melhorar a adesão ao uso.
Peles claras: queimam com mais facilidade e se beneficiam de FPS mais alto e reaplicações frequentes;
Peles morenas e negras: a melanina oferece alguma proteção natural, mas não impede câncer de pele nem envelhecimento precoce. O ideal é optar por fórmulas que não deixem resíduos esbranquiçados, como filtros químicos modernos ou partículas micronizadas.
Bianca reforça que não existe um protetor específico para cada tom de pele: a recomendação padrão é FPS 30 ou superior, reaplicado a cada duas horas, para todos.
Proteção solar vai além do protetor
Os especialistas lembram que o uso do protetor solar é apenas uma parte da proteção contra os danos do sol. Medidas complementares são indispensáveis:
- Buscar sombra sempre que possível;
- Usar chapéus de aba larga, que protejam rosto, orelhas e pescoço;
- Optar por roupas com proteção UV;
- Usar óculos escuros com proteção adequada.
No verão, a combinação de protetor solar aplicado corretamente, reaplicação frequente e proteção física é a melhor estratégia para aproveitar os dias de sol com mais segurança.
