
Comprimidos em embalagem
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Resumo
A incorporação de novos tratamentos hormonais foi oficializada pelo Ministério da Saúde para homens com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, ampliando as opções terapêuticas disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).
Os medicamentos undecilato de testosterona, cipionato de testosterona e combinação de quatro ésteres de testosterona foram incluídos para reposição hormonal em casos de deficiência causada por alterações no eixo hormonal reprodutivo, com a implementação dependendo da organização da rede pública.
O acesso aos medicamentos será destinado apenas a homens diagnosticados conforme critérios clínicos do SUS, com indicação baseada em avaliação médica e exames, excluindo usos para fins estéticos ou de envelhecimento natural, e visa melhorar sintomas e qualidade de vida dos pacientes afetados.
O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer novos tratamentos de reposição hormonal para homens diagnosticados com hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico. A incorporação foi oficializada pelo Ministério da Saúde na última sexta-feira (12), ampliando as opções terapêuticas disponíveis na rede pública.
Foram incorporados ao SUS o undecilato de testosterona, o cipionato de testosterona e a combinação de quatro ésteres de testosterona. Os medicamentos são utilizados para a reposição hormonal em pacientes que apresentam deficiência na produção de testosterona causada por alterações orgânicas no eixo hormonal responsável pela função reprodutiva.
Segundo o Ministério da Saúde, a pasta já iniciou os processos administrativos necessários, em parceria com estados e municípios, para viabilizar a oferta dos tratamentos nas unidades do SUS. A disponibilização efetiva dos medicamentos dependerá da conclusão das etapas de implementação e organização da rede de atendimento.
O que é hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico?
O hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico é uma condição caracterizada pela produção insuficiente de testosterona devido a alterações estruturais ou funcionais no hipotálamo ou na hipófise, regiões do cérebro responsáveis pelo controle hormonal dos testículos.
A doença pode ser causada por fatores congênitos, tumores, traumas, infecções, cirurgias ou outras condições que afetam a produção dos hormônios responsáveis por estimular a produção de testosterona.
Entre os principais sintomas estão:
- Redução da libido;
- Disfunção erétil;
- Fadiga e perda de energia;
- Diminuição da massa muscular;
- Redução da densidade óssea;
- Infertilidade;
- Alterações de humor.
Quem terá acesso aos medicamentos?
A oferta dos tratamentos será destinada aos homens com diagnóstico confirmado de hipogonadismo hipogonadotrófico orgânico, conforme os critérios clínicos estabelecidos pelo SUS.
A indicação médica dependerá da avaliação especializada, exames laboratoriais e da comprovação da deficiência hormonal relacionada à condição. A reposição hormonal não será destinada a casos de uso estético, ganho de desempenho físico ou envelhecimento natural.
Como funciona a reposição de testosterona?
A terapia de reposição hormonal busca restaurar os níveis adequados de testosterona no organismo, ajudando a aliviar sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Os medicamentos incorporados apresentam diferentes formas de administração e intervalos de aplicação, permitindo que o tratamento seja adaptado às necessidades de cada paciente.
Com a inclusão das novas opções terapêuticas, o Ministério da Saúde espera ampliar o acesso ao tratamento e garantir assistência mais completa aos pacientes que dependem da reposição hormonal para controlar os efeitos da doença.

