Nova droga reduz em 55% risco de avanço do câncer de pâncreas, diz Maluf
No Canal Livre, o oncologista Fernando Maluf celebra avanço histórico contra um dos tumores mais agressivos do corpo humano e detalha eficácia de nova medicação oral

O oncologista Fernando Maluf comentou, em entrevista ao Canal Livre, que vai ao ar neste domingo (14), sobre a comoção da comunidade científica em um congresso internacional após o anúncio de um novo tratamento para o câncer de pâncreas - historicamente conhecido por ser um dos mais agressivos e de difícil detecção.
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Ao ser questionado sobre o gráfico que arrancou aplausos e levou médicos às lágrimas, Maluf destacou a importância de celebrar essas conquistas ao lado de quem mais precisa:
"Todos nós médicos e profissionais de saúde que batalham contra a doença, a gente vibra com coisas positivas. E a gente vibra junto com as pessoas, com os pacientes, disse o oncologista Fernando Maluf.
O oncologista explicou que o entusiasmo se deve à letalidade da doença e à lentidão histórica na descoberta de novos caminhos terapêuticos eficazes para esse tipo específico de tumor.
"O câncer de pâncreas, talvez de todos os tumores do corpo humano, é o tumor mais agressivo que tem. É o tumor que menos, talvez, avançou em termos de estratégias comparado com outros tumores como mama, próstata, intestino, pulmão”, explicou Maluf.
Entenda o novo tratamento
- Estudo realizado com 500 pacientes (homens e mulheres).
- Redução de mortalidade: uma diminuição de 60% no risco de morte.
- Eficácia: A droga triplicou a taxa de resposta e reduziu em 55% o risco de a doença voltar a crescer.
"Ela não é uma droga nesse momento da doença, que eram nos pacientes que já haviam falhado os tratamentos, curativa. Mas ela certamente performou incrivelmente melhor do que quimioterapia. Então, essa é uma notícia que era aguardada por milhares de pessoas que têm a doença e milhares de familiares que convivem com pessoas com câncer de pâncreas”, destacou.
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Descoberta pode ser promissora para outros tumores?
Ao ser questionado sobre como essa descoberta para o pâncreas poderia abrir portas para outros tipos de câncer, Maluf utilizou uma metáfora sobre a evolução da medicina nas últimas décadas:
"No passado, a gente olhava para os tumores como alguém que está passando de helicóptero e olha lá para baixo: as pessoas parecem todas iguais. Só que, com o avanço da medicina, o helicóptero foi descendo até ficar a um ou dois metros do chão, e a gente percebeu que as pessoas têm alturas diferentes e cores de cabelo diferentes... Então, existe uma diferença completa entre as pessoas — e entre os tumores”, afirmou Maluf.
"Mesmo no tumor do mesmo paciente você tem diferenças à medida que as células vão se multiplicando, elas não guardam as mesmas características das primeiras células”, finalizou.
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Canal Livre
O combate ao câncer e as diferentes realidades enfrentadas por pacientes da rede pública e privada são temas centrais do Canal Livre deste domingo (14). O programa vai discutir como os avanços tecnológicos e científicos estão moldando novas estratégias de tratamento, ao mesmo tempo em que expõe o abismo que separa o diagnóstico em diferentes sistemas de saúde.
Os médicos oncologistas Fernando Maluf e Antonio Buzaid, fundadores do Instituto Vencer o Câncer, são os convidados para debater o assunto.
O Canal Livre vai ao ar neste domingo, às 20h, na BandNews TV, e será exibido na Band após o programa "O Som dos Oceanos".
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