
É importante estar atento a outros sintomas que podem indicar a presença da doença
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Estamos chegando ao fim do Agosto Verde Claro, mês de conscientização dos linfomas. Embora este tipo de câncer apareça na décima posição entre os mais incidentes no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), com mais de 15 mil novos casos anuais, ainda é desconhecido por muitos.
Por isso, já começo este texto afirmando que os nódulos do linfoma não causam dor.
O aumento dos linfonodos (que podemos definir como carocinhos, geralmente na região do pescoço, axilas e virilha) é um dos principais sintomas deste tipo de câncer. E aí a suposição que se faz é que os nódulos linfáticos afetados pela doença devem causar dor. No entanto, na grande parte dos casos, não é verdadeira.
Por que os nódulos do linfoma são indolores?
Dois fatores, especialmente, podem explicar por que os nódulos do linfoma não causam dor:
- Falta de receptores de dor – Os nódulos linfáticos não possuem muitos receptores de dor. Isso significa que, mesmo que haja o crescimento anormal de células, o que é um indicativo para o linfoma, a área pode não ser sensível à dor;
- Localização dos nódulos – Alguns nódulos podem estar em áreas onde a dor é menos perceptível.
Então, pelo fato destes nódulos serem indolores, é possível descartar possíveis causas de infecção, como a dor de garganta, por exemplo. Esta também pode levar ao inchaço das linfas, mas certamente causará dor.
Quando procurar ajuda médica?
Embora os nódulos do linfoma possam não causar dor, é importante estar atento a outros sintomas que podem indicar a presença da doença. Dentre eles estão:
• Inchaço persistente dos gânglios linfáticos;
• Febre inexplicável e constante;
• Sudorese noturna;
• Perda de peso não intencional;
• Fadiga persistente;
Quando o tema é saúde, não se pode generalizar nenhum caso. Mas é importante reforçar que o nódulo do linfoma não dói! Agora, se o seu aumento começar a pressionar outros órgãos ou estruturas e comprimir os nervos, é possível que o paciente sinta dor sim.
Lembrando que a cirurgia para a retirada dos nódulos não é indicada como tratamento. As opções terapêuticas utilizadas são quimioterapia, imunoterapia e transplante de medula óssea autólogo (com as células do próprio paciente). Assim que os medicamentos são iniciados, os nódulos tendem a diminuir e a sumir.
Dr. Breno Gusmão – Onco-hematologista na BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo e integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer

