Vencer o Câncer

Dupla imunoterapia pode reduzir risco de progressão de câncer de rim

Dados apresentados durante o Congresso Europeu de Oncologia indicam que, após cirurgia para tumor renal de alto risco, tratamento com combinação de imunoterápicos reduziu em 35% as chances de progressão ou óbito pela doença

Instituto Vencer o Câncer
INSTITUTO VENCER O CÂNCER

24/10/2025 • 11:27 • Atualizado em 24/10/2025 • 11:27

No Brasil, o câncer de rim representa cerca de 2% dos tumores em adultos

No Brasil, o câncer de rim representa cerca de 2% dos tumores em adultos

M. Richter/ Pixabay

Uma nova perspectiva de tratamento para o câncer de rim foi apresentada durante o Congresso Europeu de Oncologia (ESMO 2025). O estudo mostrou que a combinação de dois imunoterápicos (Durvalumabe e Tremelimumabe) pode reduzir em 35% o risco de progressão ou morte em pacientes com tumores renais de alto risco após cirurgia.

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Os resultados sinalizam o potencial das terapias imunológicas em oferecer uma proteção adicional contra a recidiva da doença e podem redefinir o padrão de cuidado nesse cenário.

Segundo o oncologista Fernando Maluf, “este estudo reforça que, em pacientes operados de tumor de rim com risco elevado (tumor grande, agressivo ao microscópio, estádio avançado) a imunoterapia adjuvante com dois agentes pode mudar a prática clínica. O mecanismo consiste em estimular o sistema imune e ‘remover a capa’ que permite ao tumor escapar da vigilância imunológica”.

Ele ressalta que “outra vez estamos diante de evidência que vai beneficiar o paciente num cenário clássico: após a cirurgia, reduzir a chance de retorno da doença”.

A pesquisa RAMPART incluiu 790 pacientes divididos em três grupos: observação pós-operatória, tratamento com o primeiro imunoterápico isolado ou com a combinação dos dois medicamentos. No grupo que recebeu a dupla imunoterapia, a sobrevida livre de doença em três anos foi de 78%, em comparação com 61% no grupo apenas observado.

No Brasil, o câncer de rim representa cerca de 2% dos tumores em adultos, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Embora não esteja entre os mais frequentes, tende a ser diagnosticado em fases avançadas e tem alto risco de recidiva após a cirurgia, o que torna os resultados desse estudo especialmente relevantes.

Para o oncologista Fernando Maluf, a introdução de imunoterapias abre caminho para uma nova era de cuidado pós-operatório.

"São dois remédios muito eficazes, que vão mudar a prática clínica junto com já uma alternativa estabelecida chamada Pembrolizumabe. Um estudo importante, beneficiando o paciente em primeiro lugar.”.

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