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Mandiocultura entra em fase de ajuste em 2026, aponta Cepea

Após dois anos de forte expansão da área cultivada com mandioca no Brasil, especialmente nos estados com maior presença de indústrias processadoras, o setor deve passar por um período de

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05/01/2026 • 19:49 • Atualizado em 05/01/2026 • 19:49

Após dois anos de forte expansão da área cultivada com mandioca no Brasil, especialmente nos estados com maior presença de indústrias processadoras, o setor deve passar por um período de acomodação em 2026. A avaliação é de pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), que projetam um cenário de melhor equilíbrio entre oferta e demanda ao longo do ano.

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Segundo o Cepea, o avanço da colheita de raízes de primeiro ciclo observado em momentos de 2025, combinado à expectativa de produtividade mais baixa, tende a ajustar a disponibilidade de matéria-prima à demanda industrial. Esse movimento deve contribuir para uma redução da volatilidade dos preços pagos ao produtor em 2026.

Estimativas preliminares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção nacional de mandioca deve alcançar cerca de 20 milhões de toneladas em 2026, recuo de 2,5% em relação ao ano anterior. O resultado reflete uma diminuição de 1,7% na área a ser colhida, estimada em 1,26 milhão de hectares, e queda de 0,8% na produtividade média, projetada em 15,7 toneladas por hectare.

Os pesquisadores também destacam mudanças na relação entre produtores e fecularias. A partir de 2026, cresce o número de indústrias que devem exigir a realização da colheita com mão de obra formalizada, o que implica aumento de custos no campo. Parte desse impacto tende a ser compensada por bonificações no preço da raiz, mas a adesão ao novo modelo ainda é restrita, o que pode gerar tensões adicionais nas negociações comerciais.

A rentabilidade da mandiocultura segue pressionada pelo aumento dos custos de produção nos últimos anos. De acordo com o Cepea, juros elevados e maior restrição ao crédito devem continuar limitando investimentos em tecnologia e manejo, com possíveis reflexos sobre a produtividade e, no médio prazo, sobre a área cultivada.

No campo climático, as projeções preliminares indicam condições mais equilibradas para 2026, sem a influência direta de fenômenos como El Niño ou La Niña, o que tende a reduzir riscos adicionais à produção.

Com informações do Cepea

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