Agroband

Agrishow impulsiona a transformação digital no campo brasileiro

A 31ª edição da feira em Ribeirão Preto apresenta robôs autônomos e soluções em inteligência artificial que elevam a eficiência e produtividade no agronegócio.

Da redação
DA REDAÇÃO

30/04/2026 • 15:39 • Atualizado em 30/04/2026 • 15:39

A agricultura de precisão amplia a capacidade de monitoramento das lavouras

A agricultura de precisão amplia a capacidade de monitoramento das lavouras

Divulgação/Agrishow

O agronegócio brasileiro avança em ritmo consistente rumo a um modelo mais tecnológico e orientado por dados durante a 31ª Agrishow, a principal feira de tecnologia agrícola da América Latina. Impulsionada pela digitalização das propriedades, a feira apresenta lançamentos baseados em tecnologias integradas que já registram ganhos expressivos de desempenho. Entre os benefícios observados estão o aumento da produtividade, a redução no consumo de combustível e a ampliação do tempo de operação das máquinas no campo.

Compartilhar

A transformação digital no campo é resultado de investimentos crescentes em inteligência artificial, automação e robótica. De acordo com os organizadores, essas tecnologias permitem análises mais precisas, antecipação de riscos e tomadas de decisão em tempo real por parte do produtor. O uso de sensores e Big Data (grande volume de dados processados) amplia a capacidade de monitoramento das lavouras e a integração das operações agrícolas.

Eficiência produtiva e sustentabilidade

O presidente da Agrishow, João Marchesan, destaca que a agricultura de precisão — sistema de gestão que considera a variabilidade espacial da lavoura — se consolida como aliada da eficiência. Para Marchesan, a feira é o palco para a consolidação de um modelo de produção mais sustentável e competitivo. Ele afirma que a integração entre tecnologia, dados e gestão já se posiciona como um dos principais diferenciais estratégicos do agronegócio no Brasil.

Entre os destaques tecnológicos da edição, os robôs autônomos Solix XT e Solix XC, desenvolvidos pela Solinftec, operam com inteligência artificial física. Essas máquinas executam decisões em tempo real com alto grau de escala. O modelo Solix XT alcança até 50 horas de operação contínua, cobrindo áreas de até 500 hectares, com foco especial na cultura da cana-de-açúcar. Já o Solix XC amplia a capacidade para até 1.000 hectares em lavouras de soja, milho e algodão, com autonomia de 70 horas.

A digitalização também alcança a gestão da adubação com o sistema e-TF Fertinox, da Marispan. A tecnologia transforma o celular do produtor em um centro de comando remoto para regulagem e calibração dos equipamentos. Além disso, a linha inclui versões voltadas à agricultura familiar, com operação simplificada e capacidade de carga de até 2.200 kg para distribuição de composto orgânico e calcário.

Conectividade e sistemas inteligentes

No campo da automação, a Fendt e a PTx Trimble apresentam o kit retrofit OutRun, que permite transformar máquinas antigas em sistemas autônomos assistidos. A solução reduz falhas operacionais, como a sobreposição de passadas, otimizando o uso de insumos. Já a Massey Ferguson aposta no trator MF 9S, com 425 cv de potência e direção autônoma integrada. O modelo utiliza a plataforma FarmEngage para conectar informações agronômicas e integrar máquinas de diferentes fabricantes.