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Agronegócio brasileiro ganha competitividade com novas tarifas dos EUA

Decisão da Suprema Corte americana anula sobretaxas de 40% e abre espaço para isenções em produtos como café e pescados

Da redação
DA REDAÇÃO

24/02/2026 • 10:01 • Atualizado em 24/02/2026 • 10:01

Resumo

Cobrança de tarifas globais de 15% pelos Estados Unidos substituiu sobretaxas mais altas, após decisão da Suprema Corte americana, beneficiando o agronegócio brasileiro e melhorando a competitividade internacional de setores estratégicos, segundo avaliação do presidente em exercício Geraldo Alckmin.

Redução ou eliminação de tarifas impulsionou imediatamente exportações brasileiras de produtos como café solúvel, pescados, combustíveis, carne, celulose e suco de laranja, com destaque para o impacto positivo sobre empregos e arrecadação, enquanto representantes da indústria ressaltam a importância de regras previsíveis para o comércio com os EUA.

Expectativa otimista envolve a agenda diplomática do governo brasileiro, incluindo reunião entre Lula e Trump e avanços no acordo Mercosul-União Europeia, com a Câmara dos Deputados acelerando votações, visando fortalecer a posição do Brasil no mercado global e diversificar exportações diante da volatilidade das políticas internacionais.

O cenário para as exportações do agronegócio brasileiro sofreu uma mudança significativa com o início da cobrança das tarifas globais de 15% impostas pelos Estados Unidos. A medida ocorre após a Suprema Corte dos Estados Unidos considerar ilegal a aplicação de sobretaxas de até 40% que haviam sido anunciadas anteriormente pelo presidente Donald Trump, sob o argumento de que a decisão deveria ter passado pelo Congresso americano.

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Com a queda das sobretaxas e a fixação da alíquota global em 15%, o Brasil recupera competitividade em setores estratégicos. O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, avalia o novo contexto como benéfico para o mercado nacional. Segundo Alckmin, embora ainda exista uma taxação, ela é consideravelmente menor do que os 50% enfrentados anteriormente por diversos produtos brasileiros frente aos competidores internacionais.

Isenção e retomada de mercados estratégicos

A nova configuração tarifária trouxe alívio imediato para produtos que haviam registrado queda acentuada nas vendas para os norte-americanos. O setor de café solúvel e pescados está entre os mais beneficiados. Em alguns segmentos, a tarifa brasileira chegou a zero, eliminando barreiras que, durante o período de incerteza, fizeram o país deixar de arrecadar cerca de R$ 2 bilhões.

A lista de produtos com potencial de retomada inclui combustíveis, carne, celulose e suco de laranja. No caso do café, a ausência de taxas de importação é vista como fundamental para um ecossistema que emprega mais de 8,4 milhões de pessoas no Brasil. Representantes da indústria destacam que a previsibilidade e a isonomia são essenciais para garantir o fluxo de embarques para o mercado norte-americano.

Expectativa para o encontro entre Lula e Trump

Apesar da instabilidade tarifária gerada pelas decisões da Casa Branca, há um clima de otimismo no governo brasileiro para a agenda diplomática de março. O encontro previsto entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump é visto como uma oportunidade para consolidar acordos comerciais diretos e fortalecer a posição do Brasil como parceiro estratégico.

Analistas do setor indicam que o fortalecimento das relações bilaterais pode mitigar a imprevisibilidade do mercado global, que também aguarda os desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e China em abril. A estratégia brasileira foca em garantir regras claras que permitam ao produto nacional competir em igualdade de condições.

Acordo Mercosul-União Europeia entra em pauta

Paralelamente às negociações com os Estados Unidos, a política externa brasileira acelera movimentos em outras frentes. A Câmara dos Deputados deve agilizar a votação de textos relacionados ao acordo entre Mercosul e União Europeia. O deputado Marcos Pereira foi nomeado relator da proposta, que deve ser analisada ainda nesta semana.

O texto do acordo já avançou na Argentina e, no Brasil, após passar pela Câmara, seguirá para análise do Senado. Para entrar em vigor, a medida ainda depende da aprovação do Parlamento do Mercosul (Parlasul). A integração entre os blocos é vista como uma alternativa crucial para diversificar as exportações brasileiras diante das constantes mudanças nas políticas tarifárias das grandes potências.

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