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Algodão do Brasil: embarques parciais de maio superam toda a safra anterior

Exportações históricas para o mês de maio refletem ritmo acelerado das vendas externas, apesar de o mercado interno continuar sendo mais rentável

Da redação
DA REDAÇÃO

27/05/2026 • 09:46 • Atualizado em 27/05/2026 • 09:46

Algodão

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Seagri/SP

O algodão brasileiro vive um momento de destaque no cenário internacional. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o volume de algodão em pluma embarcado na parcial de maio deste ano, considerando 15 dias úteis, já supera o total verificado em todo o mês de maio de 2025.

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Com 230,34 mil toneladas exportadas, o período registra o maior volume da história para o mês.

A média diária de embarques atingiu 15,36 mil toneladas, um crescimento expressivo de 67,8% na comparação com o mesmo período do ano passado. Esse desempenho reafirma a força do agronegócio brasileiro na demanda global pela fibra.

Safra 2025/26 ultrapassa recorde anterior

Na avaliação acumulada da safra atual, iniciada em agosto de 2025, o Brasil já enviou ao exterior mais de 2,9 milhões de toneladas de algodão em pluma. Este número é 4% superior ao total exportado durante toda a safra passada, encerrada em julho de 2025, que somou 2,84 milhões de toneladas.

Apesar do sucesso nas exportações, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) destaca que o mercado doméstico brasileiro permanece mais vantajoso financeiramente para os produtores. Na parcial de maio, o preço médio das exportações atingiu US$ 0,6995 por libra-peso, apresentando uma valorização de 1,9% em relação a abril.

Contudo, ao converter os valores para a moeda nacional, a média obtida com as exportações (R$ 3,4776 por libra-peso) fica 17,5% abaixo da cotação praticada no mercado "spot" interno — o mercado de pronta entrega —, que está em R$ 4,2154 por libra-peso.

Segundo o Cepea, essa é a maior diferença negativa registrada desde setembro de 2022, evidenciando que, embora o ritmo externo esteja acelerado, a comercialização interna continua sendo preferencial em termos de rentabilidade.