
Brasil é líder em exportações de frango halal
Divulgação/FHC
O Brasil ultrapassou países como a China e os Estados Unidos e mantém a liderança em exportações de alimentos para os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC) com um faturamento em torno de US$ 33,3 bilhões. Os dados constam no relatório “State of the Global Islamic Economy Report 2025/26”.
De acordo com o relatório, a China faturou, no mesmo período, US$ 32,6 bilhões, seguida pela Índia, com US$ 28,7 bilhões, Estados Unidos, com US$ 21 bilhões com as vendas de produtos para o mercado halal.
Os principais produtos brasileiros mais vendidos aos países islâmicos foram as carnes, com destaque para o frango halal. Neste caso, os produtos são produzidos conforme a lei islâmica, com processos que respeitam normas específicas de abate e manipulação para o consumo de muçulmanos. Essa liderança ganha relevância com a expansão do mercado mundial desse segmento, que movimentou US$ 1,53 trilhão em 2024 e deve alcançar US$ 2,06 trilhões até 2029.
Oportunidades na proteína animal
De olho em mercados consolidados e em expansão, a FAMBRAS Halal Certificadora participa do Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026), entre os dias 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), reúne indústrias, produtores, pesquisadores e compradores de mais de 60 países. A organização projeta receber mais de 31 mil visitantes em uma área 65% maior que a da edição anterior.
Para o vice-presidente da FAMBRAS Halal Certificadora, Ali Zoghbi, os números provam que o mercado islâmico superou o patamar de nicho restrito. Ele avalia que a certificação se tornou uma estratégia fundamental de competitividade e acesso ao comércio internacional, comprovando a capacidade da indústria nacional de atender exigências rigorosas.
Confiança, rastreabilidade e tecnologia
A certificação atua como uma garantia de conformidade com os preceitos islâmicos desde a origem da matéria-prima até o processamento, transporte e armazenamento. Ali Zoghbi pontua que o selo também é reconhecido por consumidores não muçulmanos como sinônimo de segurança dos alimentos, transparência e rastreabilidade da cadeia produtiva.
O setor passa por transformações tecnológicas focadas em controle de processos. O uso de ferramentas digitais e sistemas de verificação por QR Codes permite rastrear os ingredientes detalhadamente, aumentando a credibilidade mútua. Ali Zoghbi ressalta que o consumidor atual busca transparência para saber exatamente como o alimento foi produzido e de onde ele veio.
O executivo projeta que o desafio brasileiro não se limita ao volume exportado, mas envolve a geração de valor por meio de inovação, tecnologia e sustentabilidade. Durante o SIAVS 2026, equipes da certificadora estarão mobilizadas para orientar empresas que planejam ingressar ou expandir operações no Oriente Médio, Ásia e África
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