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Brasil confirma 26 casos de ferrugem asiática em lavouras

Consórcio Antiferrugem aponta Paraná como epicentro, com 88% dos registros; Mato Grosso do Sul e São Paulo também contabilizam focos da doença

Da redação
DA REDAÇÃO

17/12/2025 • 18:01 • Atualizado em 17/12/2025 • 18:01

Ferrugem asiática ameaça produção de soja

Ferrugem asiática ameaça produção de soja

Fernando Dias/Ascom Seapi

Resumo

O Consórcio Antiferrugem confirmou 26 focos de ferrugem asiática em lavouras comerciais de soja na safra 2025/2026, com concentração expressiva no Paraná, especialmente no município de Cascavel, e registros também em Mato Grosso do Sul e São Paulo.

O monitoramento identificou a presença da doença em soja guaxa no Rio Grande do Sul e esporos do fungo em cidades do Paraná, indicando risco de disseminação e necessidade de intensificação das vistorias e ações preventivas por parte dos produtores.

A ferrugem asiática, principal doença da sojicultura brasileira, causa queda prematura das folhas, reduz a produtividade e exige controle químico e monitoramento constante para evitar prejuízos econômicos e garantir a segurança da safra.

O Consórcio Antiferrugem confirmou, nesta quarta-feira (17), o registro de 26 focos de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) em lavouras comerciais de soja na safra 2025/2026. Os dados do monitoramento indicam uma concentração expressiva da doença na região Sul do país, especificamente no Paraná, que detém a vasta maioria das ocorrências notificadas. O alerta serve para que produtores de todas as regiões intensifiquem as vistorias em suas propriedades.

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Situação crítica no Paraná

O Paraná é o atual epicentro da doença nesta temporada. Segundo o levantamento, dos 26 casos confirmados em território nacional, 23 estão localizados em solo paranaense. A região Oeste exige atenção redobrada, com destaque para o município de Cascavel, que lidera o ranking estadual com cinco focos identificados.

Outras localidades também apresentam múltiplos registros. A cidade de São Miguel do Iguaçu contabiliza três focos, enquanto Vitorino, Corbélia e Prudentópolis registraram duas ocorrências cada.

O mapeamento da doença se estende por diversas áreas do estado. Foi confirmado um foco em cada um dos seguintes municípios: Anahy, Arapoti, Campina da Lagoa, Goioerê, Santa Helena, Santana do Itararé, Serranópolis do Iguaçu, Terra Roxa e Toledo.

Cenário em Mato Grosso do Sul e São Paulo

Embora a incidência seja majoritária no Paraná, o fungo já ultrapassou as divisas estaduais. Em Mato Grosso do Sul, a região sudoeste serviu como porta de entrada para a doença na safra 2025/2026. O município de Sete Quedas confirmou dois focos em áreas comerciais, acendendo o sinal de alerta para os produtores sul-mato-grossenses.

No estado de São Paulo, o monitoramento também detectou a presença do patógeno. A cidade de Itapetininga registrou um foco confirmado. Adicionalmente, o município de Itaberá encontra-se em status de "unidade de alerta", com vigilância ativa para identificar precocemente qualquer sinal de infecção nas plantas.

Atenção à soja guaxa e esporos

É fundamental distinguir os diferentes tipos de ocorrência para um manejo eficiente. O número de 26 casos refere-se exclusivamente a lavouras comerciais, ou seja, plantações em desenvolvimento. No entanto, o Consórcio Antiferrugem também monitora a "soja guaxa" — plantas que nascem espontaneamente em beiras de estrada ou no meio de outras culturas e que não foram semeadas pelo produtor.

No Rio Grande do Sul, a doença foi identificada nessas plantas voluntárias nos municípios de Candelária e Paim Filho. A soja guaxa é uma grande preocupação fitossanitária, pois atua como uma "ponte verde", permitindo que o fungo sobreviva na entressafra e infecte as lavouras comerciais posteriormente.

Além disso, a presença de esporos (as estruturas reprodutivas do fungo) foi detectada em coletores no Paraná, em cidades como Francisco Beltrão e Pato Branco. Nesses locais, o fungo está circulando no ar, mas a doença ainda não se manifestou visualmente nas plantas, o que reforça a necessidade de aplicação preventiva de fungicidas.

Impacto econômico e manejo

A ferrugem asiática é considerada a principal doença da sojicultura brasileira. Causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, ela provoca o amarelecimento e a queda prematura das folhas. Sem as folhas, a planta não consegue realizar a fotossíntese adequadamente, o que impede o enchimento pleno dos grãos e reduz drasticamente a produtividade.

O controle químico e o monitoramento constante, como o realizado pelo Consórcio Antiferrugem em parceria com a Embrapa, são as principais armas do produtor. Ao identificar os primeiros focos, é possível realizar o manejo regionalizado, evitando prejuízos maiores para a economia do setor e garantindo a segurança da safra.

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