
Mudança de comportamento de consumidores provocou 'explosão' no setor pet no Brasil
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Resumo
O setor veterinário e farmacêutico brasileiro atingiu a terceira posição mundial, respondendo por 6% do mercado global de saúde animal e movimentando US$ 1,68 bilhão em 2023, ficando atrás apenas de Estados Unidos e China.
O protagonismo do Brasil é impulsionado pela força do agronegócio, com grandes rebanhos de bovinos, suínos e aves, e pelo crescimento do mercado pet, que conta com aproximadamente 140 milhões de animais de companhia.
A liderança regional, consolidada com dois terços do faturamento latino-americano, atrai investimentos estrangeiros e transforma o país em referência tecnológica, ao passo que a demanda por biosseguridade e inovação conecta as necessidades tanto do campo quanto das cidades.
O Brasil consolidou sua posição na indústria veterinária e farmacêutica. Segundo levantamento da Health for Animals, entidade que representa fabricantes globais do setor, o país já responde por 6% de todo o mercado global de saúde animal. Com um faturamento de US$ 1,68 bilhão (referente aos dados de 2023), o Brasil ocupa agora a terceira posição no ranking mundial, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da China.
O crescimento é sustentado por dois pilares fundamentais da economia brasileira: a pujança do agronegócio, com seus rebanhos voltados para a exportação, e a expansão contínua do mercado de animais de companhia (pets). O mercado global, estimado em US$ 28 bilhões, vê no Brasil um de seus protagonistas mais dinâmicos.
Liderança absoluta na América Latina
Quando o recorte é regional, a predominância brasileira é ainda mais evidente. O país é responsável por aproximadamente dois terços de todo o faturamento da América Latina, que totalizou US$ 3,3 bilhões. Para Emílio Salani, vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), os números refletem a maturidade do setor nacional. “O crescimento no mercado latino-americano, de 16,7% em relação a 2022, é impulsionado pelo protagonismo brasileiro", avalia Salani.
Essa liderança regional não apenas atrai investimentos estrangeiros para o país, mas também reforça a posição do Brasil como um hub de tecnologia e insumos para os vizinhos sul-americanos.
O peso da proteína animal
O agronegócio desempenha o papel central nesses números. Como um dos maiores produtores e exportadores de proteína animal do planeta, o Brasil necessita de um sistema de sanidade robusto para manter seus mercados internacionais abertos.
O país possui um rebanho bovino estimado em mais de 200 milhões de cabeças, além de 45 milhões de suínos. No setor avícola, o abate anual chega a impressionantes 1,6 bilhão de aves. Para gerir esse volume, a demanda por vacinas, medicamentos e insumos preventivos é gigantesca.
É importante destacar que, no agronegócio, "saúde animal" vai além do tratamento de doenças. O conceito envolve biosseguridade — conjunto de medidas para prevenir a entrada e propagação de enfermidades — e produtividade. Um rebanho saudável ganha peso mais rápido e garante a qualidade exigida por compradores exigentes, como a União Europeia e a própria China.
A força do mercado Pet
Além das fazendas, o crescimento do setor passa pelas grandes cidades. O Brasil se firmou como o terceiro maior mercado global de animais de companhia, atrás apenas de EUA e Reino Unido. Com uma população estimada em 140 milhões de pets, o perfil do consumidor mudou. A humanização dos animais de estimação levou os tutores a investirem mais em bem-estar, medicina preventiva e tratamentos especializados, aquecendo a indústria farmacêutica veterinária.
Segundo a análise do setor, a saúde animal funciona como uma engrenagem vital que conecta o campo e a cidade.
“A saúde animal é uma engrenagem fundamental tanto para o agronegócio como para o mercado pet. Os dois segmentos exigem cada vez mais qualidade e inovação e isso se reflete na busca por medicamentos que atendam a essas expectativas", conclui Emílio Salani.
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