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Cade aprova fusão entre Petz e Cobasi sem restrição

Fusão deve ser consolidada em 15 dias, caso não seja registrada nenhuma manifestação do tribunal de conselho

Por Redação
REDAÇÃO

03/06/2025 • 11:18 • Atualizado em 03/06/2025 • 11:18

Megalojas do mercado pet têm fusão aprovada

Megalojas do mercado pet têm fusão aprovada

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Resumo

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou na última segunda-feira (2) a fusão entre as duas empresas mais tradicionais do mercado pet, a Petz e a Cobasi. Dentro de 15 dias, a fusão poderá ser consolidada caso não seja registrada nenhuma manifestação do tribunal do conselho do órgão. Nesta terça-feira (3), as ações da Petz, as Petz3, dispararam no mercado.

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O Cade autorizou a integração considerando que se trata ‘um mercado de complexidade baixa para abertura de concorrentes e de um setor tem crescimento acelerado e pulverizado em regiões’. O Cade também reconheceu que existe uma sobreposição entre os mercados varejistas online, serviços veterinários e de cuidados com animais, comércio varejista de animais e comércio varejista de plantas e flores.

“A análise de rivalidade indicou que o mercado de comércio varejista fisíco seria competitivo, por contar com número significativo de concorrentes e ser altamente pulverizado, como uma franja de petshops de pequeno e médio porte grande e efetiva. Além do grande número de agentes especializados, que atua em diferentes formatos (megastores; redes de lojas; por meio de franquias ou não; lojas de pequeno porte ou pet shops de bairro), os players que atuam no mercado de varejo alimentar e agrolojas também são capazes de exercer pressão competitiva sobre parte do portfólio de produtos oferecidos pelas Requerentes.” declarou o órgão.

Em 2024, pets no Brasil consumiram 4 milhões de toneladas de alimentos industrializados, por conta do aumento orgânico da sua população e pelo fenômeno da humanização. Os dados são do Sindiração, que aponta crescimento do setor em 2025. Embora boa parcela dos tutores tenha optado por apresentações ajustadas às finanças orçamentárias mais comprometidas, diferentes alternativas de maior valor agregado vêm sendo disponibilizadas pela agroindústria de rações, com destaque para as formulações funcionais, sem grãos, e personalizadas por portes e raças. Em 2025, a demanda por alimentos para cães e gatos deve somar aproximadamente 4,2 milhões de toneladas.

As rações para pets utilizam produtos agropecuários como farelos de soja, milho, grãos em geral, e principalmente proteínas de origem animal, além de óleo e subprodutos de alto teor proteico, como DDGs.