
Feijão carioca é a variedade mais consumida no Brasil
Sebastião de Araújo/Embrapa
As cotações do feijão carioca voltaram a recuar com força no mercado interno. A queda nos preços do produto é impulsionada principalmente pelo avanço dos trabalhos de colheita nas regiões produtoras do cerrado brasileiro, cenário que resultou em maior disponibilidade do alimento para comercialização.
De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o feijão-preto também registrou desvalorização no período. As negociações dessa variedade seguem limitadas por uma demanda lenta, o que acabou gerando oscilações mais moderadas nos valores praticados.
Comportamento dos compradores
Mesmo com a movimentação em relação a outros tipos do grão, as atenções dos agentes de mercado permaneceram concentradas no feijão carioca. A intensificação da colheita no cerrado aumentou a oferta no país, fazendo com que os compradores adotassem uma postura de cautela.
Os agentes da ponta compradora preferem aguardar a entrada de novos lotes e volumes no mercado antes de ampliar as aquisições do produto.
Posição dos produtores
Do lado vendedor, a necessidade de gerar liquidez rápida para o cumprimento de compromissos financeiros curtos estimulou a oferta inicial de lotes.
Pesquisadores do Cepea ressaltam, no entanto, que parte dos agricultores passou a adotar uma postura mais firme nas negociações nos últimos dias. A estratégia busca conter o ritmo de queda e preservar as margens de lucro do setor produtivo diante do atual volume disponível.
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