Agroband

Cardápios da COP30 serão elaborados com alimentos produzidos por agricultores familiares

Pelo menos 30% dos alimentos adquiridos para o evento serão provenientes da agricultura familiar e da sociobiodiversidade local

Por Redação
REDAÇÃO

13/08/2025 • 16:22 • Atualizado em 13/08/2025 • 16:22

Alimentos produzidos por mulheres e jovens terão prioridade em edital

Alimentos produzidos por mulheres e jovens terão prioridade em edital

Agência Brasil

Resumo

Cardápios da COP30 em Belém destacarão produtos de agricultores familiares, incluindo alimentos de mulheres, jovens, indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais, conforme edital do governo federal.

Secretária de Abastecimento enfatiza o fortalecimento de cadeias curtas de abastecimento e a valorização da agricultura familiar, visando benefícios econômicos e sociais para os produtores locais.

Iniciativa da COP30 visa demonstrar a importância da agricultura familiar e da agroecologia na agenda climática do Brasil, promovendo justiça social e sustentabilidade ambiental.

Os cardápios nos restaurantes que atenderão a COP30, em Belém (PA), em novembro, deverão utilizar alimentos produzidos por agricultores familiares, principalmente os originados em propriedades geridas por mulheres, jovens rurais, povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais da região. O governo federal lançou um edital para a compra dos alimentos (Edital de Licitação nº 12060/2025).

Compartilhar

Em nota, o governo federal destaca o trabalho da Secretária de Abastecimento, Cooperativismo e Soberania Alimentar do Ministério de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (SEAB/MDA) na valorização do setor.

“Para os produtores, a participação em um evento internacional representa acesso a um mercado de alto valor, com potencial de gerar receita, melhorar a previsibilidade de renda e fortalecer cadeias curtas de abastecimento. Além disso, contribui para a economia local e cria oportunidades para ampliar a capacidade de fornecimento a outros mercados”.

Para Roseli Zerbinato, coordenadora de Aquisição e Distribuição de Alimentos da SEAB/MDA e uma das principais articuladoras da inclusão de pequenos produtores na COP 30, a iniciativa tem grande impacto simbólico. “Colocar a mandioca, o açaí, o baru, o mel de abelha nativa ou o feijão produzido em pequenas propriedades nos cardápios da COP 30 é uma afirmação política de que as soluções para a crise climática também passam pelo fortalecimento de sistemas alimentares locais, diversos e sustentáveis. É um gesto de soberania alimentar, de valorização de saberes tradicionais e de reconhecimento de que agricultura familiar e agroecologia são peças-chave na transição para modelos produtivos de baixo carbono”, destacou.

Zerbinato ressalta, ainda, que essa ação comunica ao mundo que a agenda climática do Brasil está enraizada na justiça social, unindo combate à fome, redução de desigualdades e preservação ambiental. Segundo ela, a experiência da COP 30 pode servir de catalisador para ampliar e fortalecer a obrigatoriedade de aquisição de produtos da agricultura familiar em outros contratos públicos e em eventos privados de interesse público, estimulando novas normativas e programas que integrem sustentabilidade, inclusão social e compras governamentais.