Uma doação realizada pelo cantor Zeca Pagodinho, através do Instituto Zeca Pagodinho, no ano passado, tomou conta da mídia nos útlimos dias. O pagodeiro doou um terreno em Xerém, região onde mora, no Rio de Janeiro, para que instituições agropecuárias produzam alimentos. Conheça o projeto Quintal Produtivo:
- O cantor Zeca Pagodinho doou um terreno de 8 mil m², localizado em Xerém, em Duque de Caxias, para o Projeto Quintal Produtivo, uma parceria entre o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), o Instituto Zeca Pagodinho (IZP), a Embrapa Agro Biologia e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).
- O objetivo do projeto é capacitar a comunidade em agricultura urbana e periurbana, beneficiando diretamente cerca de 100 famílias.
- No terreno, alimentos como verduras, legumes e frutas estão sendo cultivados em canteiros verticais e suspensos. Mas também há estrutura para a irrigação sustentável e a produção de adubo orgânico.
- Os alimentos produzidos no quintal serão destinados à venda ou em doações a instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade que moram na região de Xérem.
- Zeca Pagodinho doou este terreno em agosto do ano passado, mas a notícia tomou conta da mídia nesta semana porque o cantor comentou, em um programa de TV, a doação. Na ocasião, o ministro Paulo Teixiera, do MDA, esteve em Xérem para celebrar a parceria:
“O Zeca Pagodinho empresta o seu prestígio para que todo o país possa replicar experiências como essa e, em breve período, nós consigamos tirar o povo brasileiro do mapa da fome, ter a comida farta na mesa do povo, comida de qualidade, recuperando a cultura alimentar do povo brasileiro”.
Dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar (Penssan) mostram que quase 3 milhões de pessoas estão em situação de insegurança alimentar no Rio de Janeiro. O Quintal Produtivo tem foco na população em situação de vulnerabilidade social em Xerém, maior distrito do município de Duque de Caxias, e que já tem potencialidades para a agricultura urbana e periurbana. Um grupo de 40 famílias vinculadas ao IZP já tinham algum tipo de cultivo em seus quintais desde o período da pandemia, visando não apenas suprir carência alimentar, mas como terapia ocupacional e pelo uso de plantas medicinais.
Pela parceria, parte dos recursos do MDA foi descentralizada para que a UFRRJ executasse ações voltadas para o desenvolvimento da agricultura urbana e periurbana na região, por meio de um termo de execução descentralizada.
A primeira meta do projeto é elaborar um diagnóstico das experiências locais de agricultura urbana, por meio de oficinas com a comunidade e pesquisas de campo. Após esse diagnóstico, serão oferecidos cursos de formação e capacitação para as famílias que participam do projeto, seguida da implementação de Unidades Pedagógicas e Solidárias de Agricultura Urbana e Periurbana.
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