
Cebola chilena deve chegar aos supermercados brasileiros devido às chuvas na Argentina
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A cebola, um item tão comum na rotina dos brasileiros, é importada! Calma, isso não acontece durante o ano todo, mas atualmente, quase toda cebola vendida no varejo nacional vem de países vizinhos, como a Argentina e o Chile. Entenda por que isso está acontecendo e as regras que definem o mercado de cebola.
As importações brasileiras de cebola somaram pouco mais de 23 mil toneladas em março, registrando uma alta de 22,5% em comparação ao mesmo mês do ano anterior. Segundo a equipe de hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), embora o volume atual ainda seja considerado baixo, a expectativa é de crescimento nas compras externas a partir deste mês.
Isto está acontecendo porque o Brasil entra no período de entressafra — o intervalo entre o fim de uma colheita e o início da próxima —, quando tanto a oferta nacional quanto a qualidade dos bulbos começam a diminuir no mercado interno. Recentemente, o abastecimento brasileiro foi garantido principalmente pela Argentina, responsável por 73% das entradas, e pelo Chile, com 27% de participação.
Clima na Argentina muda cenário
Pesquisadores do Hortifrúti/Cepea avaliam que esse cenário de dominância argentina deve mudar no curto prazo. O motivo são as fortes chuvas registradas nas principais regiões produtoras da Argentina que exportam para o Brasil.
Os alagamentos no país vizinho comprometeram não apenas o volume disponível, mas também a qualidade das colheitas que já estavam prontas para serem enviadas ao mercado brasileiro. Com a produção argentina prejudicada pelo clima, abre-se uma janela de oportunidade para outros fornecedores.
Chile ganha espaço no mercado
Diante dos problemas logísticos e produtivos da Argentina, os exportadores chilenos podem se beneficiar diretamente deste panorama. A tendência é que o Chile reforce a representatividade que vem ganhando nas importações brasileiras ao longo dos últimos anos.
Para o consumidor brasileiro, a diversificação das fontes de importação é fundamental para garantir a presença do produto nas gôndolas e tentar conter oscilações bruscas nos preços durante o período de menor produção local. O setor de hortifrúti segue monitorando a evolução das condições climáticas no Mercosul para projetar o comportamento dos preços nas próximas semanas.
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