Agroband

Economize na feira: safra farta deixa batata mais barata; veja outros

Fim de safras e clima interferem nos preços de hortaliças e frutas; confira o que sobe e o que fica mais barato

Por Redação
REDAÇÃO

24/04/2025 • 11:26 • Atualizado em 24/04/2025 • 11:26

Fim de safra deixa tomate e cebola mais caros

Fim de safra deixa tomate e cebola mais caros

Canva/Direitos Adquiridos

Resumo

Com uma produção farta no período chamado safra das águas, a batata está mais barata em todo o Brasil. Desde dezembro do ano passado, os preços da batata estão em queda. De acordo com levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a redução é de 5,34% nas principais Ceasas do Brasil. A Conab divulgou nesta quinta-feira (24) o estudo que mostra os preços de hortaliças e frutas do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort).

Compartilhar

Além da batata, outro produto que está mais barato é a alface, com uma queda de 8% nos preços. A queda vem ocorrendo desde meados de fevereiro, mas não é para todas as regiões do Brasil. As Ceasas que empurraram a média para baixo foram a de São Paulo (-14,32%), a de Belo Horizonte (-21,89%) e a de Recife (-60,79%). As diminuições de preço foram em função da maior comercialização da folhosa, e também queda na qualidade da folhosa, prejudicada pelo calor e chuvas constantes.

Já as demais hortaliças ficaram mais caras no último mês. O tomate teve aumento de preços relacionado à diminuição da oferta e à proximidade do final da safra, o que vem fazendo o preço aumentar. A cebola também registrou novo aumento nos preços, de 11,44% em média, mas isso já era esperado devido à época. A cenoura subiu 3,2% em média no Brasil.

Frutas com preço estável

O boletim da Conab aponta estabilidade nos preços das frutas nos mercados atacadistas analisados no último mês. Maçã, mamão e banana estão mais baratas.

A maçã teve queda de 2,02% na média ponderada, influenciada pelo aumento da colheita da variedade fuji, e a banana ficou 0,48% mais barata, devido a oferta em alta nas Centrais de Abastecimento, tanto para a variedade nanica como para a prata.

O mamão teve uma leve redução de 0,42%. Mas o comportamento dos preços não foi uniforme em todas as regiões. Março registrou aumento da comercialização, principalmente por causa da maior oferta da variedade formosa nos entrepostos atacadistas, junto a uma demanda aquecida no início do mês. O mamão papaya ficou mais caro.

A laranja registrou leve alta de 0,14%. Com a menor qualidade das frutas, a demanda industrial foi menor. Consequentemente, os preços caíram para o setor industrial e sobraram mais frutas para consumo no atacado e varejo. Porém, no principal mercado produtor brasileiro, o cinturão citrícola, a maior parte dos laranjais se encontra em período de entressafra, com o fim da oferta das laranjas tardias da safra que está findando e o início, ainda tímido, da chegada das laranjas precoces da nova safra.