
Filipinas mantém liderança nas importações de carne suína do Brasil
CNA/Trilux
As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 131,5 mil toneladas no mês de julho. O resultado representa um crescimento de 3,7% na comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o setor registrou 126,8 mil toneladas enviadas ao exterior, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
A receita gerada com as vendas do mês somou US$ 298,3 milhões. O valor representa um recuo de 5,6% frente aos US$ 316,1 milhões apurados em igual intervalo do ano passado.
No acumulado entre janeiro e julho, o volume exportado pela suinocultura nacional totalizou 925,6 mil toneladas. O número indica uma expansão de 9,1% em relação às 848,8 mil toneladas contabilizadas no mesmo período do ano anterior. Já o faturamento acumulado atingiu US$ 2,158 bilhões no período, alta de 5,8% ante os US$ 2,040 bilhões registrados anteriormente.
Principais destinos e liderança nos estados
As Filipinas despontaram como o principal comprador da carne suína brasileira no mês, com a aquisição de 20,3 mil toneladas. O Japão figurou na segunda colocação, com embarques de 18,4 mil toneladas, seguido pelo Chile, que importou 13,9 mil toneladas. A lista dos principais mercados compradores em julho inclui ainda China (9,1 mil toneladas), Argentina (6,5 mil toneladas), México (6,3 mil toneladas), Hong Kong (6,2 mil toneladas) e Uruguai (6,2 mil toneladas).
Entre os estados exportadores, Santa Catarina manteve a liderança dos embarques nacionais ao enviar 64,6 mil toneladas ao exterior, Variação positiva de 0,2% ante o mesmo mês do ano anterior. O Rio Grande do Sul ocupou a segunda posição, com 29,4 mil toneladas (+0,2%), acompanhado pelo Paraná, que somou 21,7 mil toneladas (+15,3%). Minas Gerais embarcou 4,2 mil toneladas (+24,4%) e Mato Grosso encerrou o grupo com 3,8 mil toneladas (+35,7%).
De acordo com a avaliação do presidente da ABPA, Ricardo Santin, o desempenho do mês consolida o ritmo de crescimento dos embarques e reforça a inserção da produção nacional no mercado global.
"O desempenho de julho confirma a trajetória de crescimento dos embarques de carne suína brasileira. O avanço do volume e a diversificação dos destinos demonstram a competitividade do setor e a capacidade de ampliar sua presença em mercados tradicionais e em novos mercados", analisa Santin.
O executivo ressalta que a consolidação das vendas para diferentes países fortalece as oportunidades comerciais do setor. "A evolução das vendas para o Japão, a Argentina, o Peru, a África do Sul e outros destinos reforça a importância da abertura e da consolidação de oportunidades comerciais para a suinocultura brasileira", afirma.
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