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Empresa do setor de transportes vai investir R$ 1,1 bilhão para produzir etanol de milho

Grupo aposta em usinas de etanol de milho em Goiás e Minas Gerais

Por Redação
REDAÇÃO

17/09/2025 • 12:16 • Atualizado em 17/09/2025 • 12:16

Obras de usina de etanol de milho do Grupo Sada em Goiás

Obras de usina de etanol de milho do Grupo Sada em Goiás

Divulgação/Grupo Sada

Resumo

Investimento do Grupo SADA: O grupo investirá R$ 1,1 bilhão em duas usinas de etanol de milho em Goiás e Minas Gerais, visando diversificar seu portfólio e fortalecer sua presença no mercado de biocombustíveis.

Detalhes das usinas: As usinas operarão no modelo flex para maximizar a produção durante todo o ano e utilizarão tecnologias de reaproveitamento para geração de energia, contribuindo assim para a sustentabilidade do processo.

Benefícios adicionais: Além da produção de etanol, as usinas gerarão coprodutos como o farelo DDGS e óleo de milho, importantes para a indústria de ração animal, aumentando a receita e aproveitando integralmente os recursos.

O Grupo SADA, que atua no setor de logística e transporte de veículos zero quilômetro, vai investir R$ 1,1 bilhão em dois projetos de etanol de milho em Goiás e Minas Gerais. As usinas, segundo o grupo, serão construídas no modelo flex para evitar redução na produção em épocas de entressafra.

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O investimento no setor de biocombustíveis é uma estratégia do grupo para ampliar a atuação no agro. "O dinamismo desse mercado [de biocombustíveis] é visível e o investimento é estratégico para ampliar a nossa atuação na agroindústria, diversificar o nosso portfólio e fortalecer nossa posição em um dos segmentos mais promissores da economia brasileira. A ideia é aproveitar a alta demanda por soluções que unem a presença no setor em que o Brasil é competitivo com a necessidade de produção de energia renovável”, explica Vittorio Medioli, fundador e presidente do grupo. Ele ainda conta que a produção de etanol de milho será complementar à operação da SADA Combustíveis por meio de suas 11 bases de distribuição em 9 estados do país.

De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (UNEM), a produção de etanol de milho deverá atingir 15 bilhões de litros anuais até 2032, impulsionada por novos projetos e pela utilização do cereal de segunda safra.

Nas usinas anunciadas, a energia será gerada por meio da queima do bagaço da cana e a reconfiguração das usinas permitirá o reaproveitamento das caldeiras, turbinas a vapor, geradores de energia e sistemas de tratamento, reuso e refrigeração de águas industriais.

O investimento nas usinas também permitirá o incremento na receita com a venda dos coprodutos gerados no processo, como o farelo DDGS (Grãos Secos de Destilaria com Solúveis, em português), que é um coproduto da produção de etanol de milho, muito utilizado como matéria-prima para a fabricação de ração animal por seu alto valor proteico, e do óleo vegetal. Em Montes Claros de Goiás, a previsão é de um volume de 123 mil toneladas/ano de DDGS e de 7,5 mil litros de óleo de milho. Outra vantagem da integração do milho com a cana é a utilização da biomassa que sobra da cana (bagaço) e que pode ser utilizada para geração de vapor e energia necessários à fermentação do milho.

Veja os detalhes dos projetos:

Usina Eber Bio (Montes Claros de Goiás - GO):

  • Em andamento: Obras iniciadas no primeiro semestre de 2025, com 30% de execução já concluídos;
  • Capacidade: A unidade terá capacidade de armazenagem de 160 mil toneladas/ano;
  • Produção: Produção de etanol de milho prevista em 180 milhões de litros/ano.;
  • Coprodutos: Previsão de 123 mil toneladas/ano de farelo DDGS e 7,5 mil litros de óleo de milho, produtos valiosos para a fabricação de ração animal
  • Cronograma: Previsão de início da operação da produção industrial no segundo semestre de 2026

Usina SADA Bioenergia (Jaíba - MG):

  • Andamento: Projeto em fase de licenciamento ambiental;
  • Capacidade: Capacidade de armazenagem de 120 mil toneladas de milho.;
  • Produção: Produção de etanol de milho prevista em 180 milhões de litros/ano;
  • Cronograma: Previsão de conclusão do silo em setembro de 2026, com início da operação da produção industrial em 2027